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CEPAL: A arrecadação tributária da ALC é insuficiente para atingir os ODS

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A América Latina e o Caribe avançaram em seu processo de consolidação fiscal em 2018, mas as receitas tributárias da região ainda são insuficientes para financiar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030, alertou a CEPAL na sexta-feira.

Os principais obstáculos à mobilização de recursos são os altos níveis de evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos., afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) no relatório "Panorama Fiscal da América Latina e do Caribe 2019", divulgado nesta sexta-feira (23.3.2019).

Segundo as últimas estimativas da agência, o custo da sonegação e elisão fiscal na região atingiu 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, valor equivalente a 335.000 bilhões de dólares.

Fluxos ilícitos resultantes da manipulação do comércio internacional de mercadorias atingiram 85.000 mil milhões de dólares em 2016, 1,5% do PIB regional, afirmou o relatório.

A Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, destacou no documento que a política tributária como ferramenta para promover os ODS das Nações Unidas adquiriu maior relevância e há um reconhecimento crescente de que a mobilização de recursos nacionais impacta o desenvolvimento.

“As políticas fiscais adotadas não só têm impacto no nível de recursos disponíveis, mas também em múltiplas dimensões dos ODS, como a desigualdade, a pobreza e o bem-estar das mulheres, dos idosos, dos jovens e de outras populações vulneráveis”, afirmou Bárcena. .

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecidos como Objetivos Globais, são um chamado universal à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade.

O documento destaca que em 2018 o processo de consolidação fiscal na América Latina e no Caribe continuou avançando, e o déficit primário de todos os países da região aumentou de 0,8% para 0,5% do PIB.

Esse ajuste se deve principalmente à redução do gasto primário — despesa total excluindo o pagamento de juros — que caiu de 19% do PIB em 2017 para 18,6% em 2018, informou a CEPAL.

Apesar da melhora na posição fiscal, a dívida pública bruta está aumentando e atingiu 42,3% do PIB em 2018, ante 39,4% no ano anterior.

Isso, explicou a CEPAL, se deve à dívida pública da Argentina, que aumentou 38 pontos do PIB entre 2017 e o terceiro trimestre de 2018, chegando a 95,4% do PIB do país. 

Fonte: Reuters

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