A arrecadação tributária registrou um crescimento anual de 62,5% em março, totalizando 241.089 trilhão e XNUMX milhões de pesos, o que marcou uma expansão anual em termos reais pelo décimo nono mês consecutivo, informou o Ministério da Economia.
A evolução dos impostos sobre o comércio exterior cresceu 83,6% em termos homólogos e dos recursos da segurança social 64,4%, posicionando-os como os principais motores do crescimento, destacou o Palácio do Tesouro.
DEntre os impostos sobre comércio exterior, o aumento é explicado principalmente pelo crescimento dos Impostos de Exportação, que registraram aumento de 91,7%, totalizando pouco mais de US$ 136.000 bilhões.
"Essa tendência se deve ao aumento dos volumes de exportação e dos preços internacionais dos principais produtos, que atingiram níveis históricos devido à guerra entre Rússia e Ucrânia", afirmou o Ministério da Economia.
Por sua vez, as receitas com impostos de importação atingiram US$ 47.800 bilhões, com um aumento de 63,8% em relação ao ano anterior.
Enquanto isso, os recursos da Previdência Social, com um aumento de 64,4%, para pouco mais de US$ 264.100 bilhões, refletiram "o impulso das melhorias no mercado de trabalho", observou o relatório oficial.
Já os impostos “que dão progressividade ao sistema” cresceram 62,5%, e dentro desse grupo, o Imposto de Renda registrou um crescimento de 64,1%, totalizando US$ 231.162 milhões.
O mesmo ocorreu com o Imposto sobre Créditos e Débitos, que cresceu acima da inflação, 58,6%, cerca de R$ 78.604 milhões, “impulsionado pela evolução expansiva do nível de atividade”.
Por sua vez, o imposto PAIS, que incide sobre a compra de dólares para entesouramento, aumentou 294% em relação a março do ano passado, atingindo US$ 22.823 bilhões.
Enquanto isso, o IVA DGI apresentou variação ligeiramente abaixo da inflação, com aumento de 49,8% e US$ 225.266 milhões, enquanto o vinculado à movimentação aduaneira cresceu 67,7%, atingindo US$ 168.000 milhões.
O Ministério da Economia destacou que “a evolução de todos os impostos” proporciona “os recursos que permitem a previsão e maior sustentabilidade das finanças públicas”.
Por sua vez, a titular da AFIP, Mercedes Marcó del Pont, afirmou que a redução do déficit fiscal do governo de Alberto Fernández "não se concebe da forma tradicional, através de um corte na despesa pública, mas sim através da melhoria dos recursos fiscais e, em especial, com a contribuição dos setores com maior capacidade tributária".
Falando na Comissão de Orçamento e Finanças do Senado em meados de março, Marcó del Pont disse que "a arrecadação de impostos está melhorando devido ao crescimento, mas também há uma enorme responsabilidade e contribuição da administração tributária".
Nesse sentido, o governante destacou que “um dos impostos mais progressivos é o Imposto sobre a Propriedade de Pessoas Físicas, que, graças à reforma do final de 2019, recuperou parte do terreno que havia perdido com as modificações regressivas do governo anterior”.
Fonte: Telam
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