InícioTributárioA arrecadação apresentou crescimento em termos reais

A arrecadação apresentou crescimento em termos reais

-

A arrecadação tributária de outubro apresentou, pelo segundo mês consecutivo, crescimento interanual em termos reais e atingiu R$ 612.146 milhões, conforme divulgou nesta segunda-feira (02.10.2020) o Ministério da Economia em nota. declaração oficial.

Em detalhes, a arrecadação teve um aumento nominal de 43,9% em relação a outubro de 2019. Se for considerada a inflação acumulada de 36,6% no mesmo período, reflete-se uma variação positiva em termos reais de 5,3%.

“A melhora na arrecadação do mês de outubro respondeu tanto à recuperação gradual da atividade económica e abrandamento do nível geral de preços, resultado que contribui para a normalização financeira do Setor Público Nacional”, afirmou o Ministério da Economia em nota.

E acrescentou: “Assim como no mês passado, no âmbito do reforço da sustentabilidade das finanças públicas, os recursos que impulsionaram esse aumento foram principalmente aqueles associados à Lei de Solidariedade Social e Reativação Produtiva (Bens Pessoais, Lucros, Contribuições e Contribuições Patronais, entre outros) que foram afetados pela pandemia da Covid-19."

Fonte: Ministério da Economia

Em particular, o subtotal dos impostos do A Direção Geral de Impostos (DGI) registou um aumento homólogo de 61%. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Propriedade Pessoal (+592% a/a), Imposto de Renda (+76% a/a) e Receita Federal Compartilhada (+46% a/a).

Quanto a Imposto ao Valor Agregado, embora o crescimento homólogo em outubro ainda esteja abaixo da inflação (+26,4% a/a), tem registado “melhorias significativas” nos últimos meses.

Quanto a impostos associados à segurança social (+32,4% a/a) pode ser observada uma divergência entre Contribuições Pessoais (+51,3% a/a) e Contribuições Patronais (+22,9% a/a). “Isto explica-se, em especial, pelo impacto da redução de 95% das taxas de contribuição patronal para as atividades do setor da saúde e das criticamente afetadas pela pandemia, fenómeno que reflete o esforço fiscal que o Estado Nacional continua a fazer”, explicou o ministério que chefia por Martín Guzmán. 

Finalmente, impostos Direção Geral das Alfândegas (DGA) registram variação interanual de 18,5%. "Esse desempenho foi influenciado em particular pelos impostos sobre o comércio exterior", observou o relatório oficial. 

No caso de Direitos de exportação (+1,8% yoy), influenciado pelo avanço das operações registradas no mesmo período de 2019 em detrimento de 2020 e pela redução das taxas de direitos de prestação de serviços, hidrocarbonetos, mineração, certos bens e insumos industriais, complexo de soja e setor automotivo anunciado em outubro. 

No que diz respeito a Impostos de importação (+15,8% a/a), seu desempenho foi afetado pela queda nas importações em decorrência das medidas de isolamento.

“Neste contexto, a recuperação sustentada das receitas nacionais é uma condição necessária para a estabilização macroeconômica da Argentina. Da mesma forma, a dinâmica da arrecadação tributária nacional observada nos últimos dois meses denota sinais positivos associados à incipiente recuperação econômica após o surto de Covid-19", concluiu.

foto de avatar

O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS