A Argentina registrou um superávit comercial de US$ 2025 milhões em junho de 906, uma queda de 52% em relação ao mesmo mês de 2024, em meio a um forte aumento nas importações, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).
Ainda assim, o saldo positivo apresentou uma melhora de 49% em relação ao superávit de US$ 607 milhões registrado em maio passado. Apesar da queda na comparação anual, O país acumula 19 meses consecutivos com superávit na balança comercial.
exportações
As exportações totalizaram US$ 7.275 bilhões, representando um aumento anual de 10,8%, impulsionado por um aumento de 11,2% nas quantidades exportadas, o que compensou uma leve queda de 0,4% nos preços.
Por categoria, os valores de exportação de Produtos Primários (PP), Manufaturas Industriais (MOI) e Combustíveis e Energia (CyE) aumentaram. Em contrapartida, as Manufaturas Agrícolas (MOA) registraram um ligeiro declínio, devido à queda nos preços que compensou o aumento nas quantidades exportadas.
Destaca-se o forte aumento nas quantidades exportadas de Combustíveis e Energia (+110,5%). No caso das Manufaturas Industriais, o crescimento deveu-se tanto ao aumento dos preços (+8,5%) quanto das quantidades (+4,0%).
Em termos de destinos, o Brasil permaneceu como o principal parceiro comercial da Argentina, respondendo por 14,8% das exportações argentinas. Aumentos significativos também foram observados nos embarques para os Estados Unidos (+46,3%) e Chile (+36,1%). Por outro lado, quedas foram registradas nos embarques para a União Europeia (-21,5%), China (-17,8%) e Índia (-15,0%).
importações
Em junho de 2025, as importações totalizaram US$ 6.370 bilhões, representando um aumento anual de 35,9% em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 4.688 bilhões). Esse crescimento foi explicado por um aumento de 53,2% nas quantidades importadas, que compensou uma queda de 11,0% nos preços.
Os valores importados para todos os usos econômicos aumentaram, exceto combustíveis e lubrificantes, que caíram 57,9% devido a uma queda acentuada nas quantidades (-58,8%), apesar do aumento de 4,0% nos preços.
Os maiores volumes de importação foram veículos automotores de passeio (269,9%), bens de capital (98,3%), bens de consumo (85,8%) e peças e acessórios para bens de capital (48,2%). No caso de bens intermediários, as quantidades aumentaram 27,3%, enquanto os preços diminuíram 6,0%.
Por origem, as importações cresceram da China (92,2%), Chile (88,3%), Brasil (68,7%) e União Europeia (5,4%). Em contrapartida, as compras dos Estados Unidos caíram 13,5%, tornando-se a única fonte significativa com queda na comparação anual.

Primeiro semestre
Nos primeiros seis meses do ano, a Argentina acumulou um superávit comercial de US$ 2.788 bilhões, com exportações totalizando US$ 39.742 bilhões e importações totalizando US$ 36.954 bilhões.
Em resumo, o resultado semestral demonstra uma recuperação sustentada em relação ao déficit registrado em 2023. O saldo permaneceu positivo mesmo em um contexto de reativação das importações. No entanto, os desafios persistem. A sustentação dessa recuperação exige o equilíbrio dos fluxos comerciais, a diversificação dos destinos e o fortalecimento da competitividade. Em um contexto global adverso, como alerta a OMC, fortalecer a estratégia comercial é fundamental para reduzir riscos e aproveitar oportunidades.Comércio Argentino. Mercadorias. Junho de 2025)
O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.








