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A abertura do Seminário Internacional da OEA 2026 foi marcada por alta participação e cooperação público-privada.

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Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, teve início em São Paulo, Brasil, o XII Seminário Internacional da OEA, um dos principais encontros regionais dedicados à facilitação do comércio, à modernização aduaneira e à logística internacional.

A nova edição do evento de dois dias está sendo realizada no World Trade Center São Paulo, um dos principais complexos empresariais da América Latina, localizado na Avenida das Nações Unidas. O local reforça o perfil corporativo e internacional da iniciativa.

Organizado pelo Instituto PROCOMEX em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), o seminário reúne mais uma vez cerca de 500 participantes de diversos países, incluindo autoridades governamentais, representantes do setor privado, associações empresariais e organizações multilaterais. O tema é “Conexões para uma logística internacional segura, eficiente e em conformidade com as normas.A edição de 2026 centra-se na cooperação público-privada, na interoperabilidade dos sistemas, na gestão coordenada das fronteiras e no reforço do programa de Operador Económico Autorizado (OEA).

O dia de abertura começou às 9h com o painel de abertura, seguido da execução do hino nacional brasileiro.

Nesse contexto, o coordenador executivo da PROCOMEX, John Mein, afirmou que o sistema de controle de fronteiras está passando por uma transformação estrutural. "Estamos em uma sociedade onde o controle de fronteiras está se tornando um controle das cadeias de valor."

Nessa linha, ele afirmou que o país está passando por uma transição “de esforços individuais para parcerias entre agências governamentais, entre países e também entre os setores público e privado”. Nesse sentido, enfatizou que a gestão coordenada das fronteiras é fundamental para promover a eficiência, a segurança, a facilitação do comércio e a logística internacional.

Morgan Doyle | BID

A partir desse ponto, a partir do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Morgan Doyle Ele destacou o progresso da agenda regional para a modernização do comércio exterior. “Um comércio exterior mais moderno e competitivo é um objetivo fundamental neste momento”, afirmou, referindo-se à reunião do grupo de trabalho realizada nos dias 25 e 26 de maio — antes do evento — com os países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile) para promover a gestão coordenada das fronteiras. Indicou ainda que os resultados desse processo se traduzirão em projetos concretos, previstos para março de 2027, com o objetivo de aprimorar os serviços fronteiriços na região. Doyle também alertou para a disparidade logística regional, observando que os custos podem representar até 35% do Produto Interno Bruto (PIB), em comparação com 8% nos países desenvolvidos.

Por sua parte, o Fabiano Coelho, Subsecretário de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil Ele se referiu às medidas implementadas em 2025 para aprimorar o comércio exterior e ao fortalecimento do programa OEA brasileiro em 2026. Nesse sentido, destacou a promoção de políticas estatais que integrem os setores público e privado e ressaltou a importância de equilibrar eficiência e controle em um contexto de crescente complexidade logística.

Nesse contexto, de uma perspectiva geral, deve-se notar que a alfândega é a principal instância de controle sobre a movimentação de mercadorias nas fronteiras nacionais.

Uma vez que o Secretária de Comércio Exterior (SECEX), Mônica Duarte Ele enfatizou a necessidade de promover a conformidade como elemento central da agenda de facilitação do comércio. Observou que o programa Operador Econômico Autorizado (OEA) da Receita Federal é uma ferramenta fundamental para expandir a integração institucional e promover uma transformação cultural nos processos de controle.

Seguindo a mesma linha de intervenções, a partir de Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Edilene Cambraia Ele enfatizou o papel dos controles sanitários nas fronteiras como a primeira linha de defesa contra pragas e doenças, ressaltando sua importância para a proteção do sistema produtivo brasileiro. Destacou também a importância estratégica do país como potência exportadora agrícola e a necessidade de manter padrões rigorosos de fiscalização.

O superintendente adjunto do Receita Federal em São Paulo, André Luiz Gonçalves Martins, Ele enfatizou a natureza estratégica do seminário e a evolução rumo a sistemas interconectados. "Hoje não falamos mais de sistemas isolados, mas de plataformas que precisam se comunicar entre si."

Nesse contexto, a gestão coordenada de fronteiras foi apresentada como uma abordagem que envolve a participação articulada de órgãos públicos de diferentes áreas, com o objetivo de alcançar metas comuns e oferecer uma resposta governamental coesa aos desafios do controle de fronteiras.

A partir daí, o painel de abertura passou a abordar a necessidade de integrar também o setor privado nesse quadro de cooperação ampliado, em consonância com os processos de modernização e facilitação do comércio. Consultor Sênior do PROCOMEX, César García, Ele introduziu esse foco ao se referir à segurança, conformidade, tecnologia e trabalho cooperativo, abrindo caminho para a participação do setor privado.

Assim nasceu o Evandro Zampieri, Diretor Sênior de Assuntos Públicos e Ambiente de Negócios da Huawei Brasil, Ele agradeceu o convite e destacou a história da empresa no país e sua contribuição para o desenvolvimento tecnológico. Enfatizou o avanço de tecnologias como 5G, computação em nuvem e inteligência artificial, em um contexto onde a conectividade e a integração de sistemas desempenham um papel central na transformação do comércio internacional.


Após o painel de abertura, ocorreram diversas conferências, incluindo uma ministrada por Fabiano Coelho, que abordou a evolução do programa Operador Econômico Autorizado (OEA) no Brasil.

O chefe da Alfândega brasileira discursa para o público no evento. Foto: Promomex.

OEA no Brasil: rumo a um ecossistema de conformidade integrado

Fabiano Coelho destacou que o programa brasileiro da OEA é um esquema de conformidade que está prestes a completar 12 anos, com oportunidades de melhoria e evolução contínua.

Nesse sentido, ele destacou a incorporação de novas ferramentas e o fortalecimento das alianças com a ANVISA, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e outras partes interessadas relevantes. Ele enfatizou essa colaboração e a consolidação da cooperação entre órgãos públicos.

Ele indicou que o programa foi construído a partir da identificação das necessidades dos operadores comerciais, por meio de processos de consulta e feedback, o que permitiu a consolidação de um modelo mais alinhado com a realidade do comércio exterior.

Ele também destacou a incorporação de ferramentas de gestão de riscos e sistemas de informação que permitem maior visibilidade, rastreabilidade e melhor tomada de decisões tanto para o setor público quanto para o privado.

Nesse contexto, o Sr. Coelho afirmou que “o OEA deixou de ser apenas um programa aduaneiro e se tornou um ecossistema de conformidade mais amplo, com a participação de múltiplas agências”.

Ele também destacou o papel da tecnologia nesse processo, afirmando que "as ferramentas digitais nos permitem integrar dados e melhorar nossa capacidade de analisar e controlar dados em tempo real".

Por fim, ele afirmou que A conformidade regulatória deve ser entendida como uma "cultura organizacional e não apenas como uma obrigação operacional". A esse respeito, ele afirmou: “A conformidade não é um procedimento, é uma forma de gerir organizações.”, destacando a importância de se ter empresas com altos padrões de segurança e previsibilidade em um cenário de crescente complexidade no comércio internacional.


O primeiro dia do encontro também foi marcado pela discussão de temas relacionados à logística, automação portuária, corredor bioceânico, gestão coordenada de fronteiras e comércio estratégico, todos com ampla participação de especialistas e do público presente, até o encerramento.

Quase 500 pessoas participaram do primeiro dia do Seminário Internacional da OEA 2026.

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