InícioTransporteOportunidades de integração aduaneira na Rota Bioceânica de Capricórnio

Oportunidades de integração aduaneira na Rota Bioceânica de Capricórnio

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Sob a Painel Aduaneiro, moderado por Antonio Lindemberg, Superintendente Regional da Receita Federal na 1ª Região Fiscal, foram abordadas nesta quarta-feira (19.02.2025/XNUMX/XNUMX) diversas perspectivas sobre as oportunidades de integração aduaneira na Rota Bioceânica de Capricórnio. Este corredor, que liga Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, representa desafios e oportunidades que exigem uma análise aprofundada.

Durante a sua intervenção no 6º Fórum de Governos Subnacionais do Corredor Bioceânico, realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande (MS), e transmitido ao vivo, destacou a necessidade de reduzir as lacunas no desenvolvimento de capital humano e tecnológico entre os países que compõem essa rota.

«Esta realidade faz parte de "a premissa de colaboração, cooperação e confiança", disse Antonio Lindemberg. "Diferenças na estrutura alfandegária, treinamento de funcionários e infraestrutura são aspectos essenciais para garantir um desembaraço eficiente e uma inspeção adequada", acrescentou. Cada país tem seus próprios sistemas de importação e exportação, o que torna essencial fortalecer a cooperação e compatibilizar processos.

Treinamento e digitalização

O treinamento do pessoal da alfândega é essencial neste contexto. Lindemberg destacou que a cooperação e a confiança entre as autoridades aduaneiras dos quatro países dependem da capacitação contínua dos funcionários, que devem estar preparados para atuar em um ambiente integrado.

Ele também enfatizou que a integração dos sistemas de informação alfandegária é "um dos desafios mais críticos". Para garantir um fluxo ininterrupto de mercadorias, é essencial que os sistemas dos quatro países estejam interligados. "A falta de integração pode comprometer um dos principais benefícios da rota: a redução do tempo logístico e, consequentemente, dos custos operacionais", alertou.

Três oportunidades para a Rota Bioceânica

Apesar dos desafios, Lindemberg identificou três grandes oportunidades dentro da Rota Bioceânica:

  • Áreas de Controle Integrado:A possibilidade de estabelecer áreas de controle aduaneiro conjuntas permitiria o compartilhamento de estruturas, informações e tecnologias. Exemplos bem-sucedidos, como o controle integrado no Mato Grosso do Sul e a cooperação entre Brasil e Bolívia em Corumbá, demonstram que esse modelo pode melhorar significativamente a eficiência operacional.
  • Operador Económico Autorizado (OEA): A participação de empresas certificadas como OEA facilita processos aduaneiros mais ágeis e seguros. O cumprimento das normas internacionais de conformidade gera confiança entre os Estados envolvidos e otimiza a operação da rota.
  • Facilitação do Trânsito Aduaneiro:Garantir um trânsito aduaneiro eficiente é crucial para a fluidez do comércio. Um sistema que promova a confiança mútua entre os países permitirá a movimentação ininterrupta de mercadorias. Neste sentido, a implementação da Convenção TIR apresenta-se como uma solução eficaz.

Benefícios tangíveis da Rota Bioceânica

Lindemberg também destacou os seguintes benefícios concretos da integração no corredor:

  • Redução de custos e aumento da competitividade: A redução dos tempos de despacho e dos custos logísticos poderia reduzir o fluxo de mercadorias em até 17 dias, melhorando a competitividade regional.
  • Crescimento económico regionalA expectativa é que a rota impulsione o crescimento das economias locais, com projeções de PIB de até 4,2% em regiões como Mato Grosso do Sul.
  • Impacto social positivoAlém do crescimento econômico, a Rota Bioceânica gerará novas oportunidades de emprego, aumento de renda para comunidades adjacentes e melhorias em infraestrutura, saúde e educação.

Participação de especialistas em integração aduaneira

O painel contou com a participação de representantes do Chile, entre eles Claudio Maldonado, vereador da comuna de Calama, província de El Loa, região de Antofagasta. Durante seu discurso, ele compartilhou sua experiência como administrador-chefe da Unidade de Passagens de Fronteira da província, além de apresentar o desenvolvimento da infraestrutura em Calama e seus arredores, consolidando-a como um centro operacional e logístico dentro do Corredor Bioceânico no norte do Chile.

Por sua parte, o Lucas Lagier, especialista argentino em digitalização aduaneira e facilitação do comércio da União Internacional de Transporte Rodoviário (IRU), apresentou uma das principais oportunidades de integração: a implementação da Convenção TIR.

"O trânsito aduaneiro facilitado é a cereja do bolo", concluiu o moderador do painel. «Precisamos de avanços significativos nesta área, porque envolve não só a confiança entre os países, mas também entre o Estado e o setor privado. Essa evolução é fundamental para fortalecer a integração e a eficiência do comércio regional."

 Países envolvidos na conexão logística direta da Rota Bioceânica, um corredor rodoviário de 3.320 km de extensão que ligará o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico.
  • O painel completo está disponível no canal do Governo do Mato Grosso do Sul no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=uoaAsAFe_j8
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