A arrecadação tributária da Argentina em agosto chegou a US$ 4.062.431,8 milhões de pesos (cerca de 11.616 milhões de dólares), com um aumento anual de 134,6%, informou a AFIP.
Segundo informações do Governo, divulgadas nesta sexta-feira (01.09.2023), essa expansão foi impulsionada principalmente pelos impostos vinculados à atividade econômica interna, pela Previdência Social e pelo Imposto do PAÍS.
Houve cinco principais fontes de receita tributária que registraram desempenho significativo.
Por um lado, o imposto PAIS, que com uma arrecadação de 211.902 milhões de dólares cresceu 506% em relação a agosto de 2022. Esse aumento é explicado pelas recentes medidas adotadas com o pagamento por conta de determinadas operações de importação para as quais é exigida moeda estrangeira.
Por outro lado, os recursos provenientes do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em agosto aumentaram 166,4%, com uma arrecadação mensal de US$ 1,4 bilhão.
O impacto das medidas de administração tributária adotadas pela AFIP, como o monitoramento fiscal e as melhorias no regime de cobrança das plataformas digitais, entre outras, têm um efeito positivo no imposto, tanto na componente tributária quanto na aduaneira. Este último também foi afetado pela suspensão de certificados de não retenção para certos importadores.
Em agosto, os créditos e débitos em conta corrente aumentaram 138,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, acima da arrecadação média.
Os recursos da Previdência Social, à semelhança dos meses anteriores, voltaram a apresentar uma evolução favorável do emprego e da massa salarial com alta de 130,5% em agosto em relação ao mesmo mês de 2022.
Por outro lado, Taxas de importação, impulsionado pela variação cambial, avançou 131,3% em relação a agosto do ano passado.
No entanto, a AFIP indicou que em agosto houve uma queda acentuada (-45,1% ano-a-ano) na arrecadação de impostos direitos de exportação, “uma trajetória diferente do resto dos impostos (+21,1% a/a), em consequência do impacto da seca e da baixa liquidação do setor agroexportador, parcialmente compensados pelo Programa de Incremento das Exportações (Decreto 378/2023)", explicou o Governo.
Nos primeiros oito meses do ano, a Argentina arrecadou 23,6 trilhões de pesos (67.486 bilhões de dólares) em impostos, com um aumento anual de 103%.
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