Um novo relatório elaborado pelo Centro de Pesquisas de Negócios e Exportação (CIEN), sob a direção do Mestre Gustavo Scarpetta, confirma o crescimento expressivo das importações de veículos pela Argentina. Com base em dados do INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos), o documento destaca que “Importação de carros cresceu 160% em maio”, o que posiciona esse item como o de maior volume entre os importados até o momento em 2025.
De acordo com a análise do CIEN, que Aduana News Ele acrescentou: “Nos primeiros cinco meses do ano, os carros foram o produto mais importado pela Argentina, totalizando US$ 1.940 bilhão, o equivalente a 7,6% do total importado”.
De onde vêm os veículos?
O estudo detalha que “80% dos carros que a Argentina importa vêm do Brasil.”, principal parceiro comercial do país, seguido pelo México, que representa 5% do total. Em ambos os casos, são mercados com os quais a Argentina mantém acordos comerciais que “eliminar tarifas de importação e taxas correspondentes”.
Em terceiro lugar aparece China, que já representa 5,12% das importações, seguido pela Alemanha (2,25%), Colômbia (1,64%) e Estados Unidos (1,23%). O relatório também destaca que "veículos chegaram de 25 países, incluindo Japão, França, Holanda, Suécia e Áustria", demonstrando uma forte diversificação de origens de veículos.
Importação por particulares: anúncios sem regulamentação
A publicação também faz referência ao recente anúncio do Ministro Federico Sturzenegger, que permitiria a importação direta de carros novos — e, ocasionalmente, usados — por particulares. No entanto, o CIEN alerta que “Nenhuma regulamentação foi publicada ainda, embora especialistas do setor indiquem que houve inúmeras consultas sobre o assunto.”.
Quanto custa importar um carro da China?
Um dos destaques do relatório é a simulação dos custos envolvidos na importação de um veículo por pessoa física. O caso analisado é o de Modelo BYD Song, um SUV híbrido fabricado na China.
"O modelo escolhido está disponível por US$ 10.000 na China", afirma o documento. No entanto, quando se somam frete internacional, seguro, impostos, nacionalização, taxas e serviços de logística, o preço final dispara. "Segundo cálculos e estimativas, um carro comprado na China por US$ 10.000 poderia ser vendido e nacionalizado em Córdoba por US$ 28.695."Isso implica um aumento de 180% sobre o valor original.
Desafios regulatórios e operacionais para a Alfândega
O relatório do CIEN observa que, embora este regime possa ser atractivo para os consumidores que procuram alternativas aos preços do mercado local, Será fundamental estabelecer um quadro regulamentar claro, definir os controles aduaneiros necessários e garantir a rastreabilidade das unidades, especialmente se for autorizada a importação de veículos usados.
Além disso, surgem questões sobre o impacto que essa abertura poderia ter na indústria automotiva local, na arrecadação de receitas e na capacidade operacional da Alfândega de lidar com um possível aumento nas transações individuais.
consultado por Aduana News devido à estrutura regulatória pendente, a Gustavo Scarpetta alertou que "Os desafios regulatórios são significativos: sem letras miúdas, é muito difícil avançar.", referindo-se à falta de regulamentações claras que estabelecessem como o mecanismo de importação direta funcionaria.
Nesse sentido, ele levantou questões sobre os critérios técnicos: ""Como eles vão lidar com a licença? Vão simular modelos aprovados na Europa, como aconteceu com os medicamentos?" Ele acrescentou que poderia ser considerada a possibilidade de habilitar veículos que já tenham aprovação em mercados como "Europa, Estados Unidos, Japão, Austrália ou Alemanha".".
Da mesma forma, para garantir a rastreabilidade e evitar manobras irregulares, Scarpetta sugeriu a aplicação de um critério restritivo vinculado à propriedade individual: "Além da proibição de sua venda, poderia ser estabelecida uma cota de um por CUIT. Acredito que isso reduziria o potencial de transações irregulares.Ele disse.
O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.








