InícioTransporteBrasil e Peru reforçam cooperação aduaneira para promover cadeias de suprimentos seguras.

Brasil e Peru reforçam cooperação aduaneira para promover cadeias de suprimentos seguras.

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A Superintendência Nacional de Alfândegas e Administração Tributária do Peru (SUNAT) e a Receita Federal do Brasil (Receita Federal do Brasil) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) na quinta-feira (19 de março de 2026), em Lima, com o objetivo de fortalecer e expandir a cooperação aduaneira bilateral, visando promover cadeias de suprimentos seguras e facilitar o fluxo do comércio internacional. A Receita Federal brasileira anunciou a assinatura em comunicado oficial.

O instrumento foi assinado pelo secretário especial do Serviço Federal de Receita, Robinson Sakiyama Barreirinhase o superintendente nacional da SUNAT, Javier Franco Castilloe estabelece um quadro de colaboração focado na troca de informações, assistência mútua, formação técnica e operações conjuntas, com o objetivo de reforçar o controlo aduaneiro, combater as atividades ilícitas e facilitar o comércio externo bilateral.

Integração logística e projeção em direção ao Pacífico

A assinatura do Memorando faz parte do processo de consolidação do Rota do Quadrante Rondón, um corredor estratégico que abrange a totalidade dos estados brasileiros do Acre e Rondônia, além de áreas do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conectando o Brasil ao Peru, com destino a portos no Oceano Pacífico.

Nesse contexto, o acordo assume especial relevância devido ao desenvolvimento do corredor logístico que liga o Brasil ao Porto de Chancay, no Peru, projetado como um novo polo portuário voltado para o acesso direto aos mercados asiáticos.

Durante a primeira quinzena de março, a Receita Federal do Brasil realizou um levantamento técnico sobre o potencial dessa rota, identificando que o corredor poderia aumentar significativamente a competitividade do Brasil na região da Ásia-Pacífico. O estudo destacou que o fortalecimento dos instrumentos de cooperação bilateral é fundamental para garantir a interoperabilidade dos sistemas aduaneiros, a segurança e a fluidez do comércio exterior e a melhoria da coordenação operacional entre as alfândegas de fronteira.

Segundo a agência brasileira, esses avanços aumentarão a eficiência dos controles e consolidarão um ambiente regulatório adequado para o pleno e seguro funcionamento da nova rota comercial.

Cooperação aduaneira alargada

Para esse efeito, o Memorando estabelece mecanismos permanentes para trabalho conjunto entre a SUNAT e o Serviço Federal de Receita, que incluem:

  • troca de informações para a prevenção e o combate de atividades ilegais;
  • programas bilaterais de formação, workshops e estágios;
  • Intercâmbio de técnicas e melhores práticas em matéria aduaneira;
  • possibilidade de operações binacionais conjuntas nas fronteiras terrestres, fluviais e aéreas;
  • Designação de pontos de contato oficiais para comunicação direta e contínua entre as autoridades.

O acordo também reforça os compromissos existentes no âmbito de instrumentos multilaterais, como o eA estrutura SAFE da Organização Mundial das Alfândegas (OMA) e outras iniciativas internacionais de integração aduaneira promovidas pelo Brasil.

Agenda institucional e cooperação regional

Durante a visita oficial, a delegação brasileira realizou reuniões com autoridades peruanas do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Comércio Exterior e Turismo, do Senasa, do Ministério dos Transportes e Comunicações e da Provías.

Antecipando a futura consolidação do Porto de Chancay como um importante centro logístico para acesso ao Pacífico Sul-Americano,Ambos os países estão a fazer progressos na adoção de instrumentos modernos de controlo, segurança e cooperação aduaneira, antecipando o crescimento do comércio regional.

Segundo a Receita Federal, o Memorando melhorará a previsibilidade e a segurança jurídica do comércio bilateral, fortalecerá a fronteira Brasil-Peru e preparará ambas as administrações para o aumento do fluxo comercial pelo corredor bioceânico amazônico, reforçando a integração regional com rotas para a Ásia.

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