InícioComércioA Argentina registrou um superávit comercial de US$ 788 milhões em fevereiro.

A Argentina registrou um superávit comercial de US$ 788 milhões em fevereiro.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), a balança comercial da Argentina registrou um USD 788 milhões de superávit, o que implicava um aumento em USD 513 milhões (186,5%) Em comparação com o mesmo mês de 2025, o saldo positivo apresentou uma queda de 64% em relação ao superávit alcançado em janeiro deste ano, que foi de US$ 2.189 bilhões.

Dessa forma, a Argentina uniu 27 meses consecutivos com superávit em sua balança comercial, embora com um nível de dinamismo inferior ao observado em períodos anteriores.

Nesse contexto, o comércio total — medido pela soma das exportações e importações — atingiu US$ 11.137 bilhões em fevereiro, representando uma queda de 7,2% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais. Esse desempenho foi explicado pela evolução conjunta das exportações e importações durante o período.

exportações

As exportações totalizaram US$ 5.962 bilhões, o que representou uma queda de 2,9%. Em comparação com o mesmo mês de 2025, esse resultado foi explicado por uma diminuição de 7,1% nas quantidades exportadas, parcialmente compensada por um aumento de 4,4% nos preços.

Em termos de valor, o títulos Os produtos primários (PP) apresentaram crescimento (+8,2%), impulsionados por maiores volumes de exportação (+15,4%), apesar da queda nos preços (-6,2%), e os produtos manufaturados de origem industrial (MOI) (+8,6%), favorecidos por preços mais altos (+27,3%), que compensaram a queda nos volumes (-14,5%). Por outro lado, os produtos manufaturados de origem agrícola (MOA) diminuíram 10,1%, devido a menores volumes de exportação (-15,8%), parcialmente compensados ​​por preços mais altos, enquanto os combustíveis e energia (CyE) registraram a maior queda (-27,6%), afetados tanto pelos preços quanto pelos volumes.

Quanto a destinosAs vendas aumentaram para a China (+67,6%), a União Europeia (+16,9%) e o Paraguai (+0,3%). Em contrapartida, as exportações diminuíram para os Estados Unidos (-5,7%), o Brasil (-12,5%), a Índia (-5,4%) e o Oriente Médio (-35,8%).

importações

As importações totalizaram USD 5.174 bilhões, representando uma queda de 11,8% em relação ao ano anterior.Esse resultado foi explicado por uma diminuição de 14,9% nas quantidades importadas, parcialmente compensada por um aumento de 3,7% nos preços, com reduções em todos os usos econômicos.

Entre o usos econômicosAs maiores quedas em valor foram registradas em combustíveis e lubrificantes (CyL) (-36,8%), seguidas por peças e acessórios para bens de capital (PyA) (-24,9%) e bens de capital (BK) (-17,6%), resultado associado principalmente a uma forte redução nos volumes importados e, no caso dos combustíveis, também à queda dos preços internacionais. Em termos de quantidade, as maiores reduções foram observadas em PyA (-29,4%) e BK (-22,9%), refletindo a menor demanda ligada ao investimento produtivo. Enquanto isso, bens de consumo (BC) apresentaram uma queda moderada (-3,0%), e veículos de passageiros (VA) diminuíram 5,7% em valor devido à queda dos preços, apesar de um leve aumento nas quantidades (+1,5%).

Quanto a origem Das importações, as compras externas do Brasil (-18,7%), assim como da China (-14,7%), da União Europeia (-17,5%), dos Estados Unidos (-18,5%), da Índia (-34,8%) e do Oriente Médio (-46,6%), diminuíram, refletindo uma contração generalizada na demanda por importações.

Resultado cumulativo

Em primeiro dois meses do ano, A Argentina acumulou um superávit comercial de US$ 2.977 bilhões., com exportações de US$ 13.208 milhões e importações de US$ 10.231 milhões.

Assim, o superávit comercial foi mantido em um contexto de comércio menos dinâmico, explicado principalmente pela contração das importações e por um desempenho moderado das exportações.

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