InícioComércioO Brasil larga na primeira fila e nós largaremos dos boxes.

O Brasil larga na primeira fila e nós largaremos dos boxes.

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Hoje, o 1 de maio, Não é apenas mais um dia.

A partir de hoje, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia começa a surtir efeito de fato.

O Brasil está na primeira fila. A Argentina, por outro lado, chegou atrasada à pista.

A estatística preocupante: apenas 1 em cada 9 empresas está preparada.

Em pesquisas recentes do setor, mal Uma em cada nove empresas de comércio exterior conhece o status atual de seu produto dentro do acordo.: cronograma de redução tarifária, regras de origem, oportunidades de quotas ou ameaças competitivas.

Não é um detalhe insignificante.
É a diferença entre competir... ou assistir à corrida da arquibancada.

Alívio tributário começa: impacto imediato

A partir de hoje:

  • Um grupo relevante de produtos queda direta para tarifa de 0%
  • Outro segmento importante (cerca de 20%) inicia um processo de redução gradual de impostos que culmina em Anos 4

Isso não é teoria. É preço. É competitividade. É o mercado.

A gastronomia europeia já está ganhando espaço na Argentina:

  • Champanhe
  • Espíritos
  • Massas (estas não são dedutíveis de impostos)

Com a redução tarifária, esse processo Isso vai acelerar..
Não apenas por causa do preço, mas também por causa do posicionamento, da marca e da qualidade percebida.

Têxteis: o primeiro golpe visível

Alguns As empresas alegam que não exportam nem importam, portanto o acordo não as afeta, o que é um grave equívoco. As liberalizações e os acordos comerciais influenciam, sim, até mesmo empresas que não estão diretamente envolvidas no comércio exterior, como, por exemplo, as dos setores têxtil ou alimentício.

Um dos impactos mais evidentes:

  • Roupas, ternos e camisas vão de De 35% para 27% a partir de hoje.
  • Em apenas um ano, cerca de 20%.

Isto significa um queda substancial na proteção efetivaE isso abre caminho para uma maior penetração de moda europeia, especialmente francês e italiano.

A questão é simples:

A indústria argentina está preparada para competir com esse nível de abertura?

Exportar: a oportunidade que ainda não compreendemos.

Enquanto discutimos o impacto das importações, existe uma enorme oportunidade do outro lado:

  • Cotas de exportação com preferências tarifárias
  • Acesso a um dos mercados mais exigentes e valiosos do mundo.

Mas surge um problema estrutural:

A Argentina possui cotas que não utiliza.

O caso emblemático é o queijos para a Europa.

 Argentina não exportaEnquanto O Brasil já está fazendo isso.Temos uma cota de 10 milhões de toneladas, mas apenas o Brasil a utilizará, já que não existe uma estratégia para agilizar a certificação de nossas empresas de queijo.

Começamos pelas bases. 

Não é um problema de acordo.

É um problema estratégico.

O Brasil chega com:

  • Empresas informadas
  • Estratégias setoriais
  • Experiência em exportação mais diversificada.

Em produtos como arroz, frango e carne bovina — onde o Brasil é muito mais competitivo —, esse espaço parece ser o que o país vizinho irá ocupar.

A Argentina chega com:

  • Inconsciência
  • Pouco preparo
  • Foque mais na defesa do que no ataque.

Por isso, a metáfora não é exagerada: estamos todos na mesma corrida, mas a preparação do "carro" é diferente.

O acordo não é bom nem ruim em si mesmo.
É uma ferramenta.

A verdadeira discussão é outra:

  • Quem está pronto para competir?
  • Quem se beneficiará das quotas?
  • Quem entende as regras do jogo?

Porque o mercado não espera.

O acordo entra em vigor hoje, e 9 em cada 10 empresas não sabem como ele as afetará. Aliás, 6 em cada 10 afirmam que o acordo deveria entrar em vigor no próximo ano, quando na verdade entra em vigor hoje.

A abertura não dá nenhum aviso.
Ele não pede permissão.
Ele não espera por ninguém.

E nesta corrida,
O problema não é que a Europa esteja acelerando…

O problema é que ainda não começamos.




O autor é especialista em Comércio Internacional e possui mestrado em Administração Tributária e Finanças Públicas, com sólida formação acadêmica e vasta experiência em comércio exterior e políticas aduaneiras. Leciona na Universidade Nacional de Córdoba (UNC) e na Universidade Católica de Córdoba (UCC), onde ministra cursos relacionados a comércio internacional e facilitação do comércio. É também especialista credenciado pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA) e especialista em facilitação do comércio.

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