O presidente Donald Trump deu ao seu colega Mauricio Macri o sinal verde para que os Estados Unidos avancem com as negociações para implementar o acordo de troca de informações fiscais entre a AFIP e a Receita Federal (IRS).
Embora não tenham discutido possíveis datas, as negociações entre os dois órgãos arrecadadores de impostos agora poderão avançar e acelerar a implementação do tratado..
A Argentina começou a negociar com o governo Obama, desde junho de 2016, a possibilidade de assinar o acordo de troca de dados para que a agência administrada por Alberto Abad possa trocar os dados dos contribuintes que estão sediados em ambos os países.
O governo Macri considerou esse acordo fundamental para o sucesso do processo de lavagem de dinheiro, pois permitiria que o órgão dirigido por Alberto Abad acessasse, sem a intervenção de um juiz, a lista de ativos físicos (dinheiro, títulos, depósitos a prazo) ou registráveis (apartamentos, casas, escritórios, veículos, barcos, aeronaves) de argentinos residentes ou não naquele país.
A Argentina aproveitou o bom relacionamento entre os presidentes Macri e Obama e avançou com o pedido de um acordo de "dupla tributação e troca de informações" com os EUA, para que possa ser aplicado quando a lavagem de dinheiro tiver expirado. Em 6 de outubro, o então Ministro das Finanças e do Tesouro
Alfonso Prat Gay discutiu isso com o secretário do Tesouro dos EUA, Jack Lew, quando visitou Buenos Aires. Lá, Lew lhe prometeu que, ao chegar a Washington, as negociações seriam aceleradas.
Com a chegada de Trump tudo se complicou. Mas em 17 de março, o ministro Nicolás Dujovne se encontrou com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, na cúpula do G-20 em Baden Baden, onde o questionou sobre o acordo entre a AFIP e a Receita Federal, e recebeu o aval do americano, mas esclarecendo que precisava do aval do presidente Trump para reativar as negociações e poder chegar a um tratado bilateral.
A Argentina já assinou acordos com vários países e está em negociações com a União Europeia, enquanto os Estados Unidos assinam pactos bilaterais quando há interesse mútuo.
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