Em fevereiro de 2025, a balança comercial da Argentina registrou um superávit de USD 227 milhões, o que representa uma redução de US$ 1.182 bilhão em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa queda na balança comercial deveu-se principalmente ao forte aumento das importações, cujo crescimento superou o das exportações, apesar da melhora de 7,5% nos termos de troca.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) informou nesta quarta-feira, apesar da queda interanual, a Argentina conseguiu encadear quinze meses consecutivos de superávit na balança comercial.
Exportações: crescimento de volumes, queda de preços
As exportações totalizaram US$ 6.092 bilhões, com aumento de 12,0% no volume, compensando a queda de 1,6% nos preços. Os principais itens exportados apresentaram aumento, com destaque para produtos primários com crescimento de 21,9% em quantidades, combustíveis e energia com aumento de 18,6%, manufaturas de origem industrial (MOI) com aumento de 10,3% em volume, aumento de 15,4% em valor e aumento de 4,7% em preços, e manufaturas de origem agrícola (MOA) com crescimento de 4,4% em quantidades, compensando leve queda de preços de 0,8%.
Em relação aos destinos das exportações, houve crescimento no Chile (+23,7%), EUA (+2,1%) e Brasil (+0,4%), enquanto as exportações para China (-6,0%) e União Europeia (-1,2%) apresentaram queda. Além disso, foram destacados fortes aumentos em direção à Índia (+56%) e ao Vietnã (+20,5%).
Importações: forte recuperação em bens de capital
Importações alcançadas USD 5.864 milhões, marcando um aumento de 42,3% em comparação ao mesmo mês em 2024. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por um aumento de 55,4% nas quantidades, embora os preços tenham caído 8,5%.
No que diz respeito a formulários, os principais aumentos em quantidades Os bens importados foram veículos automotores de passeio (+93,2%), bens de capital (+83,6%) e suas peças e acessórios (+58,8%), bens de consumo (+80,8%), combustíveis e lubrificantes (+38,3%) e bens intermediários (+17,1%), embora estes últimos tenham registrado queda de 3,2% nos preços.
A origem das importações apresentou fortes aumentos nas compras da China (+104,0%), Chile (+54,9%), Brasil (+34,0%), União Europeia (+32,2%) e EUA (+29,4%).

Primeiros dois meses de 2025
Nos dois primeiros meses do ano, a Argentina acumulou um Superávit comercial de US$ 389 bilhões, com exportações de US$ 12.006 milhões (+9,9%) e importações de US$ 11.617 milhões (+33,0%).
Os dados do INDEC refletem um saldo comercial cada vez mais apertado, com o crescimento das importações reduzindo a margem do superávit, sinalizando um cenário de maior pressão sobre o comércio exterior argentino.
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