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O comércio exterior fechou novamente em território positivo: um superávit de US$ 2.711 bilhões em abril.

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A balança comercial da Argentina registrou um superávit de US$ 2.711 bilhões em abril de 2026, 15,1% superior ao do mesmo mês do ano anterior, impulsionado pelo forte crescimento das exportações e pela queda das importações, informou o INDEC nesta quarta-feira (20 de maio de 2026). Com esse resultado, o país completa 29 meses consecutivos de balança comercial positiva.

As exportações atingiu USD 8.914 bilhões, com um aumento anual de 33,6%. O desempenho foi explicado principalmente por um aumento nas quantidades exportadas (+20,6%) e, em menor grau, por uma melhoria nos preços (+10,8%).

Todos os grandes títulos Os exportadores registaram aumentos em comparação com abril de 2025. Os maiores aumentos corresponderam a Combustíveis e Energia (C&E), com um aumento de 85,9%e as Manufaturas de Origem Industrial (MOI), que cresceram 43,3%, Em ambos os casos, isso foi impulsionado por maiores volumes de exportação e melhores preços. Enquanto isso, os Produtos Primários (PP) aumentaram. 25%, principalmente devido ao aumento das quantidades exportadas, enquanto os produtos manufaturados agrícolas (MOA) cresceram 14,1%, favorecidos tanto pela melhoria dos preços quanto pelo aumento dos volumes comercializados.

Por destinosO forte crescimento das exportações para mercados estratégicos demonstrou maior diversificação de destinos e uma integração externa mais dinâmica. As vendas argentinas aumentaram para a ASEAN (+90,3%), China (+58,8%), Estados Unidos (+33,9%), Chile (+33,8%), Mercosul (+24,6%), Brasil (+23,9%), União Europeia (+9,1%) e Índia (+5,9%).

O Brasil consolidou sua posição como principal destino das exportações argentinas, seguido pelos Estados Unidos, Chile, China e Índia.

LaimportaçõesAs importações, por sua vez, totalizaram US$ 6.204 bilhões e registraram uma queda de 4% em relação ao ano anterior. O declínio deveu-se à redução do volume de importações (-7,7%), apesar do aumento dos preços (+4,1%).

A maior queda por usa Isso foi observado em Combustíveis e Lubrificantes (CyL), com uma contração de 45,4% explicada pela redução nos volumes de importação. As compras de Peças e Acessórios para Bens de Capital (PyA) (-17,4%) e de Bens de Capital (BK) (-5,9%) também diminuíram. Em contrapartida, as importações de Bens Intermediários (+4,1%) e de Veículos de Passageiros (+3%) aumentaram, estas últimas impulsionadas por maiores quantidades importadas.

Por origem, As compras externas diminuíram do Brasil (-17,9%), da China (-3%) e dos Estados Unidos (-4,5%), enquanto as importações do Chile (+35,1%) e da União Europeia (+2%) aumentaram, principalmente devido a uma maior demanda por bens intermediários.

Os primeiros quatro meses

Nos primeiros quatro meses de 2026, a Argentina acumulou um superávit comercial de USD 8.277 milhões, com exportações de US$ 30.820 milhões e importações de US$ 22.543 milhões.

Análise concluída

“O desempenho comercial de abril reflete uma balança externa consistentemente positiva. Na minha opinião, com esses números, a Argentina poderia, pela primeira vez, ultrapassar os 100.000 bilhões de dólares em exportações anuais”, observou ele. Mestre Gustavo Scarpetta.

Ele acrescentou: “No que diz respeito às importações, o único destaque é o dinamismo do setor de entregas expressas, que continua a crescer fortemente. As demais categorias, incluindo bens de consumo e automóveis — que foram atores-chave em 2025 — apresentam um desempenho muito mais fraco.”

Por fim, o especialista considerou que "espera-se uma melhoria nas importações no segundo semestre do ano, embora não seja significativa o suficiente para alterar a tendência do superávit comercial".

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