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A UE aprova o acordo comercial com o Mercosul por maioria de votos e avança para a sua assinatura em Assunção.

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El Conselho da União Européia A maioria qualificada necessária para autorizar a assinatura do Acordo de Associação entre a União Europeia e o MECOSUL foi alcançada na sexta-feira (9 de janeiro de 2026) em Bruxelas, de acordo com um comunicado de imprensa oficial. A decisão marca um feito historico, ao alcançar um coordenação eficaz das políticas da UE e garantir a apoio político necessário concluir um processo de negociação iniciado há mais de 25 anos entre os dois blocos.

Vale lembrar que o Conselho da União Europeia é o órgão no qual os Estados-Membros estão representados a nível ministerial e que, juntamente com o Parlamento Europeu, exerce as funções legislativas e orçamentais da União. Nessa qualidade, autorizou formalmente a UE a avançar com a assinatura de acordos com o MERCOSUL — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — a fim de estabelecer um quadro moderno para o diálogo político, a cooperação e o comércio birregional.

Após essa decisão, o Paraguai, em sua qualidade de presidente pro tempore do MERCOSUL durante o primeiro semestre de 2026, recebeu comunicação oficial da União Europeia informando sobre a aprovação do acordo, segundo o Ministério das Relações Exteriores. A assinatura está agendada para sábado, 17 de janeiro, em Assunção, cidade de profundo valor histórico e simbólico para a integração regional, visto que o Tratado Constitutivo do MERCOSUL foi assinado lá em 1991.

A cerimônia ocorrerá perante o Conselho do Mercado Comum (CMC), o órgão máximo de decisão política do bloco, composto pelos Ministros das Relações Exteriores e da Economia dos Estados-Membros e responsável pela liderança política do MERCOSUL.

O consenso alcançado ontem foi bem recebido por Presidência do Conselho da UEque destacou: "Isso nos permitirá fortalecer a cooperação política, aprofundar os laços econômicos e consolidar um quadro comercial justo e sustentável entre as duas regiões, em um contexto internacional marcado por crescentes tensões e incertezas."

A notícia também foi comemorada na América do Sul. Mais especificamente, na governo argentino Ele enfatizou o progresso do acordo. “Mais boas notícias. Fim da história”, publicou o presidente Javier Milei, republicando uma mensagem do ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, sobre o acordo de livre comércio. O ministro acrescentou: “A Argentina e os países do Mercosul terão acesso preferencial à UE, a terceira maior economia do mundo, um mercado de 450 milhões de pessoas que representa aproximadamente 15% do PIB global”.


Alguns aspectos do acordo

Assinatura e ratificação: Após autorização do Conselho da UE, proceder-se-á à assinatura formal dos acordos. A aprovação final dependerá do consentimento do Parlamento Europeu, que, juntamente com o Conselho, deverá aprovar o texto para que este entre em vigor.

Entrada em vigor: O Acordo de Associação UE-MERCOSUL entrará em vigor integralmente assim que os processos de ratificação forem concluídos por todos os Estados-Membros da UE e pelas partes do MERCOSUL. O Acordo Comercial Interino (ACT) será aplicado em caráter transitório até que o acordo definitivo entre em vigor.

Impacto econômico: Segundo dados oficiais, a união criará a maior área de livre comércio do mundo, com um mercado potencial de mais de 700 milhões de consumidores. A UE é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Mercosul em bens, representando aproximadamente 17% do comércio total do bloco. Em 2024, o comércio ultrapassou os 111.000 mil milhões de euros, representando um crescimento de mais de 36% desde 2014.

Impacto aduaneiroO acordo inclui medidas tarifárias e salvaguardas, como a eliminação ou redução de mais de 90% das tarifas bilaterais, com impacto direto em setores como agricultura, indústria automotiva e indústria farmacêutica e química. Além disso, foram incorporadas cláusulas de salvaguarda, particularmente para a agricultura, a fim de proteger os produtores locais de interrupções significativas.

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