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Tratados internacionais multilaterais e bilaterais na legislação aduaneira, segundo o Banco Mundial

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No Brasil, no âmbito do XI Seminário de Direito Tributário e Aduaneiro, organizado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF, equivalente ao Tribunal Nacional de Impostos da Argentina) por ocasião do seu centenário, foi realizado nesta terça-feira (02) Painel 5: “Tratados internacionais multilaterais e bilaterais na legislação aduaneira””, que analisou os desafios do comércio global e das regulamentações alfandegárias em um contexto de transformação tecnológica, ambiental e política.

Segundo a organização, o CARF, sucessor direto dos Conselhos de Contribuintes, criados em 1925 para garantir legitimidade e equilíbrio na aplicação da lei, é um órgão colegiado do Ministério da Fazenda. Sua principal função é julgar, em segunda instância, litígios entre o Estado e os contribuintes, incluindo recursos e decisões de primeira instância, bem como recursos especiais relacionados à aplicação da legislação tributária administrada pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. Dessa forma, o órgão garante aos contribuintes um fórum justo e imparcial de defesa. No âmbito do seu centenário, parte do seminário foi aberta ao público e transmitida em seu canal no YouTube, permitindo assim a participação de um público mais amplo.

Perspectiva global sobre legislação aduaneira

El O Painel 5 foi iniciado por Ernani Argolo Checcucci Filho, Especialista Sênior em Facilitação de Comércio do Banco Mundial, que ofereceu uma análise detalhada de como os tratados internacionais influenciam a legislação aduaneira e a dinâmica do comércio global.

Durante sua apresentação, Checcucci Filho destacou que “Os países já não procuram apenas aumentar os volumes de comércio, mas sim uma 'comércio especializado', que atende aos padrões trabalhistas, ambientais e de rastreabilidade de produtos”. Ele destacou que a fragilidade do sistema multilateral de comércio e a paralisia dos mecanismos de solução de controvérsias da OMC “Eles estão promovendo a regionalização, os acordos bilaterais e o fortalecimento de blocos econômicos como alternativas de integração."

O especialista explicou como Os requisitos de produção e rastreabilidade estão a mudar a abordagem tradicional das administrações aduaneiras: “Antes, o controle era focado no produto; hoje, é preciso observar também as condições de produção, o cumprimento das normas trabalhistas e ambientais e a verificação da origem.Ele enfatizou que essa transformação exige que os países desenvolvam sistemas de informação mais abrangentes e precisos, capazes de garantir a legalidade e a sustentabilidade das cadeias de suprimentos.

O Sr. Checcucci Filho também destacou a relevância da digitalização no comércio internacionalEle mencionou iniciativas como o passaporte de produtos na União Europeia e a Lei Modelo da Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (CNUDCI) sobre Documentos e Registos Eletrónicos Transferíveis, que “Eles nos permitem eliminar a dependência de documentos em papel, melhorar a transparência e otimizar a logística, reduzindo custos e erros nas operações comerciais.”

Ele também destacou os efeitos de medidas unilaterais tomadas por alguns países, como tarifas adicionais, que “Elas obrigam os administradores aduaneiros a confirmar com precisão a origem dos produtos e a ter informações verificáveis ​​para não violar compromissos internacionais.”

Por fim, Checcucci Filho enfatizou ao final de sua apresentação que: “A A harmonização de normas e a digitalização dos processos aduaneiros são ferramentas fundamentais para garantir um comércio seguro, eficiente e sustentável.”, definições que contribuem para promover maior segurança jurídica e fortalecimento do ordenamento jurídico.

◾O conteúdo completo pode ser visto no link a seguir: https://www.youtube.com/live/cKdf4E6Ud8c

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