A arrecadação tributária em fevereiro foi de 1 trilhão 166.514 bilhões de pesos, com um aumento de 62,8% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento da 70% sobre impostos associados ao comércio exterior, informou o Ministério da Economia na quarta-feira (02.03.2022).
Em fevereiro, as receitas com impostos de importação totalizaram US$ 36.400 bilhões, um aumento de 67,8%; enquanto timpostos relacionados com a exportação ultrapassou os 110.250 mil milhões de dólares, com um avanço de 71% em comparação com o mesmo mês de 2021.
As liquidações de divisas para exportações de cereais, oleaginosas e seus derivados atingiram máximas históricas para o setor em fevereiro e nos dois primeiros meses do ano, segundo dados divulgados hoje pela Câmara da Indústria do Petróleo (CIARA) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC).
Nesse sentido, as empresas do setor agroexportador liquidaram US$ 2.500,4 bilhões no mês passado, o melhor fevereiro dos últimos 20 anos.
Em termos de arrecadação geral de receitas, os recursos associados à Previdência Social cresceram 66,1% no segundo mês deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, com aumento de 65% nas Contribuições Pessoais, que atingiram R$ 102.260 bilhões; 66,8% em Contribuições Patronais, com receitas de US$ 153.500 bilhões; e 68,7% para a categoria “Outras receitas”, que totalizaram pouco mais de US$ 8.000 bilhões.
O IVA, por sua vez, refletiu um aumento de 58,2%, com pouco mais de US$ 335.500 bilhões.
Neste último imposto, a componente DGI, relacionada com o desempenho do mercado interno, a arrecadação aumentou 55,2%, e a vinculada à Alfândega aumentou 68,5%, explicada pelo comércio exterior.
«A magnitude da variação anual do imposto foi moderada pela adesão excepcional aos planos de pagamento durante o mês passado e pelas maiores compensações feitas em relação a outros impostos. "Quando esses fatores não são levados em consideração, a variação anual do IVA líquido mostra um saldo real positivo de maior magnitude", afirmou o Ministério da Economia.
Por outro lado, os impostos relacionados à atividade econômica cresceram 56,5% na comparação anual. Entre eles, destacaram-se os aumentos de 70% no Imposto sobre Créditos e Débitos, com R$ 78.200 bilhões, e no Imposto sobre Combustíveis, com 27,1% e R$ 31.800 bilhões, e nos Impostos Internos Compartilhados, 41,8%, quase R$ 28.900 bilhões.
Também foi notável o aumento de 220% na receita do Imposto Rural, devido à compra de dólares para poupança, ultrapassando US$ 19.100 bilhões.
"Há uma evolução geral favorável dos diferentes conceitos que compõem o sistema tributário, mantendo uma tendência de arrecadação nacional que garante o fortalecimento e a organização das contas públicas em um contexto de crescimento econômico virtuoso com recuperação da renda da população", destacou o ministério chefiado por Martín Guzmán.
"Isso significa que a receita deve crescer em termos reais pelo décimo oitavo mês consecutivo, um fenômeno que não era observado desde 2011-2012", acrescentaram as fontes.
Assim, "fevereiro marcou o melhor nível de arrecadação real de receita para este mês em um nível histórico. Neste ano, a base de comparação deixou de ser determinante do crescimento da arrecadação, já que em 2021 ela superou os valores arrecadados em termos reais durante os anos de crise de 2018-2020", ressaltaram no Palácio do Tesouro.
Fonte: Telam
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