A arrecadação de impostos cresceu 117% em setembro, totalizando 2.13 trilhões de pesos, impulsionada pela forte liquidação das exportações de soja, informou hoje a Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP).
Excluindo impostos de exportação, a arrecadação tributária em setembro apresentou melhora de 87,6% na comparação anual, variação ainda maior que a evolução da inflação no mesmo período, destacou a agência.
No nono mês de 2022, a receita com Impostos de Exportação ou Retenções registrou aumento de 489% em relação a setembro de 2021, com o montante de US$ 434.033 milhões, em decorrência do Programa de Incremento de Exportações (PIE), que contemplou uma taxa de câmbio especial temporária de US$ 200 por dólar para liquidações da cadeia da soja.
Assim, entre janeiro e setembro, a arrecadação tributária foi de 13,7 bilhões de pesos, o equivalente a um aumento de 77% em relação ao mesmo período de 2021, informou a AFIP.
O bom desempenho da arrecadação em setembro foi impulsionado pelos impostos progressivos: além dos Impostos de Exportação, destacaram-se o PAIS (358,4%) e o Imposto de Renda (110%).
A variação interanual do Lucro foi favorecida por um maior imposto determinado como base de cálculo das antecipações do exercício de 2022 das empresas com exercício social encerrado em dezembro, em decorrência da aplicação de uma alíquota efetiva maior em razão da incorporação do regime de alíquota progressiva.
O aumento da alíquota do imposto a ser aplicado na percepção de compras em moeda estrangeira, que passou de 35% para 45%, também teve impacto positivo.
Somam-se a isso as compensações líquidas feitas aos Lucros de outros impostos, que totalizaram aproximadamente US$ 15.400 bilhões, enquanto no ano anterior haviam sido de aproximadamente US$ 8.500 bilhões.
Desconsiderando a remuneração líquida e o aumento da percepção para compra de moeda estrangeira, a variação percentual teria sido de 106,7%.
Já a arrecadação do IVA foi de US$ 561.656 bilhões, enquanto o componente tributário, vinculado ao mercado interno, apresentou aumento de 87%, totalizando pouco mais de US$ 361.000 bilhões, enquanto o componente aduaneiro aumentou quase 83%, atingindo US$ 216.100 bilhões.
Além disso, as receitas com impostos de importação totalizaram US$ 63.100 bilhões, um aumento de 71%.
No que se refere aos recursos previdenciários, que cresceram 81,7% na comparação anual, as altas taxas de crescimento dos meses anteriores foram mantidas em setembro, aprofundando a tendência expansionista.
Isso foi influenciado tanto pelos aumentos salariais quanto pelo crescimento do emprego registrado.
Em termos de esclarecimentos, destacaram que o aumento desses recursos respondeu ao crescimento das Contribuições Patronais (+83,9% a/a) e ao aumento das Contribuições Pessoais (+79,3% a/a).
Fonte: Telam
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