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Cúpula do Mercosul inicia com negociações sobre o setor açucareiro na pauta

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A Cúpula do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, começou nesta segunda-feira (29.06.2020/XNUMX/XNUMX) com aas reuniões do Grupo Comercial, do Fórum de Consulta e Coordenação Política (FCCP) e do grupo “ad hoc” do açúcar, entre outros pontos da agenda, segundo entrevista coletiva do vice-ministro das Relações Econômicas e Integração, Didier Olmedo.

Esta Cimeira, na qual o Paraguai entregará a presidência pro tempore do bloco ao Uruguai, é a primeira que É realizado por videoconferência, em decorrência das restrições sanitárias e de mobilidade impostas para conter a disseminação do coronavírus na região, tema que também será foco de discussões nesta reunião.

A eclosão do coronavírus condicionou o desenvolvimento das atividades do Mercosul neste semestre, embora a atividade comercial do bloco neste período tenha mantido "um desempenho muito importante", segundo Olmedo.

A Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) avaliará esses seis meses, durante os quais foram realizadas duas reuniões ordinárias e três extraordinárias, na reunião desta segunda-feira.

O CCM submeterá mais de 30 regulamentações a órgãos superiores para aprovação, "a maioria delas vinculadas a questões tarifárias para atender à situação particular gerada pela pandemia".

À tarde, o FCCP abordará questões políticas e também serão elaborados comunicados conjuntos dos países participantes e estados associados.

Conversas do setor açucareiro

O açúcar é um dos produtos que tem restrições ao livre comércio dentro do bloco.

Nesta Cúpula, o Paraguai propôs convocar os demais parceiros para "fazer um levantamento do sistema produtivo, das questões agrícolas relacionadas à produção de açúcar", como destacou Olmedo.

No entanto, o vice-ministro esclareceu que isso não implicará “um pré-julgamento das possibilidades de incorporação ao Mercosul”.

«queremos trocar informações e ter uma abordagem mais cooperativa, para trocar experiências bem-sucedidas em relação ao setor", acrescentou o vice-ministro.

O Brasil é um dos maiores produtores de açúcar do mundo e o setor recebe subsídios estatais significativos, uma questão que gera preocupações no restante do bloco, especialmente na Argentina, na hora de permitir o livre comércio deste produto dentro do Mercosul.

Fonte: Reuters

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