Líderes financeiros das principais economias do mundo reafirmaram na terça-feira (20.03.2018) seu compromisso de combater o protecionismo e reconhecer a necessidade de "mais diálogo e ação" no comércio, dias antes das tarifas dos Estados Unidos sobre aço e alumínio entrarem em vigor.
Ministros das Finanças e chefes de bancos centrais do G20 discutiram os riscos para o crescimento econômico global de uma potencial guerra comercial desencadeada por tarifas dos EUA na primeira Cúpula Ministerial das Finanças em Buenos Aires.
La A declaração final da reunião, composta por doze pontos, incluiu uma frase enfatizando a necessidade de maior diálogo sobre questões comerciais.
"O comércio e o investimento internacionais são importantes impulsionadores do crescimento, da produtividade, da inovação, da criação de empregos e do desenvolvimento."disse a declaração conjunta.
Muitos membros do G20 na reunião buscaram preservar os termos da cúpula de Hamburgo de julho de 2017, que foi assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e disse que os países "continuariam a lutar contra o protecionismo, incluindo práticas comerciais desleais".
A nova linguagem usada pelo G-20 sobre a necessidade de negociações comerciais ocorre no momento em que os Estados Unidos planejam impor tarifas sobre importações de aço e alumínio.
Em sua declaração final, o G-20 manteve seu compromisso tradicional de evitar desvalorizações competitivas, mas incluiu novos termos relativos às taxas de câmbio.
"Fundamentos sólidos, políticas sólidas e um sistema monetário internacional resiliente são essenciais para a estabilidade da taxa de câmbio, contribuindo para um crescimento e investimento robustos e sustentados", disse ele.
"Taxas de câmbio flexíveis, sempre que possível, podem servir para absorver choques", acrescentou.
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