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Conhecendo a ALDA: Entrevista com Harry Schurig e Lorena Bartomioli

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Em uma entrevista com Notícias Aduaneiras, Harry Schurig, Presidente da Seção Argentina da ALDA, e Lorena Bartomioli, Vice-Presidente da Academia, nos contam o que é a Academia Latino-Americana de Direito Aduaneiro e quais são seus objetivos na região. Mas antes de nos aprofundarmos em seu papel e escopo, vale a pena considerar o conceito de "academia" e seu significado.

Desde a Grécia Antiga, as academias são espaços dedicados ao estudo, à pesquisa e à transmissão de conhecimento, com o objetivo de iluminar e orientar o pensamento da sociedade. Segundo a Real Academia Espanhola, uma academia é uma "sociedade científica, literária ou artística constituída com autoridade pública", concebida como um espaço onde convergem o pensamento, o ensino e o debate.

Com esse espírito nasceu a ALDA, uma instituição lançado recentemente Promover o estudo, a divulgação e a harmonização do Direito Aduaneiro na América Latina. Sua missão não é fácil: a academia está se organizando para se consolidar como referência regional.

Para saber mais, apresentamos uma conversa com autoridades do capítulo argentino, que nos contam sobre os primeiros passos da ALDA, que surgiu em um contexto internacional extraordinário.

-Você poderia nos contar qual é sua principal missão e como busca fortalecer e disseminar o Direito Aduaneiro na América Latina?

—Como o próprio nome sugere, a ALDA visa expandir o direito aduaneiro e as operações de comércio exterior por meio do intercâmbio de conhecimentos, experiências, técnicas e do estudo comparativo das legislações nacionais, com o objetivo de gerar atualizações e, sempre que possível, harmonizá-las. Um dos nossos princípios fundamentais é a promoção da livre expressão do pensamento crítico e da formação livre e pluralista de ideias, sempre com base no respeito aos princípios democráticos, ao Estado de Direito e aos direitos fundamentais.

-Após conhecer seus postulados, surge a pergunta sobre como a ALDA tomou forma desde seu anúncio oficial em 9 de agosto de 2024, no Uruguai. Como sua estrutura jurídica e organizacional foi consolidada até a atividade anunciada para 30 de outubro em Buenos Aires? Ela possui uma sede formal, website ou canais de contato para aqueles que desejam entrar em contato com a academia?

— A instituição está em processo de formação, tanto do ponto de vista jurídico, como sujeito de direito, quanto do ponto de vista operacional. Seus estatutos preveem a criação de regiões e representações nacionais. Até o momento, o Dr. Harry Schurig, pela Argentina, e a Dra. Raquel Segalla Reis, pelo Brasil, foram nomeados Presidentes Nacionais. Espera-se que o número de delegados aumente em breve em outros países da região. Seu papel é coordenar atividades e equipes de trabalho nesses territórios e gerar iniciativas acadêmicas, como a Primeira Conferência que nos reúne.

Uma vez concluído esse processo de organização institucional, a academia poderá se abrir totalmente à comunidade por meio de seu site — atualmente em fase de design — e da incorporação de novos membros.

Além disso, foram formados comitês internos para abordar diversos temas aduaneiros (facilitação, valoração, etc.), bem como aspectos operacionais e de gestão (divulgação, publicações, reuniões, etc.). Durante o evento de 30 de outubro na Universidade de Belgrano, será aberta a pré-inscrição para aqueles que desejarem participar, fortalecendo assim o vínculo de comunicação com futuros membros da academia.

- A propósito: Quais são os objetivos do evento de 30 de outubro e quais os principais tópicos que serão abordados?

—O evento de 30 de outubro é o primeiro realizado pela ALDA na região e tem como objetivo criar um espaço de enriquecimento mútuo e debate sobre a aplicação das regulamentações aduaneiras nacionais e internacionais nos diversos países representados pelos palestrantes.

Serão abordadas questões como a facilitação do comércio internacional, as diversas regulamentações sobre atividades ilícitas, aspectos controversos da valoração e os diálogos que surgem ao analisar a jurisprudência de diversos tribunais e países.

-Ao longo da história, as academias têm sido forças motrizes da renovação social, técnica e econômica. Vale lembrar que jovens talentos — como Pascal e Galloni — abriram caminho com ideias inovadoras e transformadoras. Nesse sentido, qual o papel das novas gerações na ALDA?

—Isso é fundamental para a visão e a missão da ALDA. Nosso objetivo é nos tornarmos um centro de intercâmbio de ideias entre profissionais familiarizados com atividades aduaneiras, acadêmicos, operadores de comércio exterior, advogados, profissionais liberais, membros do judiciário e órgãos administrativos e de fiscalização.

Buscamos também servir como escola de formação e incentivo para novas gerações que desejam ingressar nessa área de estudo, principalmente considerando que essa área é frequentemente omitida dos currículos de diversos cursos de graduação, mesmo aqueles relacionados às atividades aduaneiras.

Em última análise, a ALDA foi concebida como um fórum de debate, mas também de formação, promoção, desenvolvimento e divulgação do Direito Aduaneiro, destinado às gerações mais jovens. Daí a importância da colaboração com universidades públicas e privadas, bem como com outras instituições e associações dedicadas à investigação e promoção desta ciência.

-Pensando no público argentino, que lugar nosso país terá na projeção futura da ALDA na região?

— Esperamos que a ALDA se torne uma referência regional em Direito Aduaneiro. Buscamos também fortalecer a coesão entre as partes interessadas em nosso país, atuando como elo com pares estrangeiros e fomentando feedback produtivo para colaboração mútua. Nessa perspectiva, a conferência agendada para quinta-feira, 30 de outubro, abre caminho para as próximas atividades, em particular o Primeiro Congresso Latino-Americano de Direito Aduaneiro, que será realizado em 2026. Portanto, contamos com a participação e o apoio dos leitores na próxima conferência: "Organização e fortalecimento institucional para o desenvolvimento do direito aduaneiro na América Latina".

As reflexões acima demonstram que ainda há muito a aprender sobre a ALDA, instituição fundada na região com firme convicção e que convida você a acompanhar seu desenvolvimento e sua valiosa contribuição para o fortalecimento do Direito Aduaneiro na América Latina. Abaixo, compartilhamos a programação do evento planejado para quinta-feira, 30 de outubro de 2025..

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O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.

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