As exportações de bens da América Latina e do Caribe caíram drasticamente no primeiro trimestre do ano, devido aos preços mais baixos das commodities e aos volumes de exportação mais fracos, informou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na quinta-feira (08.06.2023/XNUMX/XNUMX).
Entre janeiro e março, o valor do exportações da região cresceu 2,9% em relação à expansão de 16,4% registrada no mesmo período de 2022, explicou o BID em seu último «Estimativas das tendências comerciais na América Latina e no Caribe".
“O ciclo comercial expansionista pós-COVID terminou e a região se estabilizou em uma tendência de desaceleração nas exportações que deve continuar no próximo trimestre e se estabilizar no segundo semestre do ano”, disse Paolo Giordano, Economista Principal do Setor de Integração e Comércio do BID e coordenador do estudo.
“Como resultado, as políticas e os investimentos destinados a promover inserção competitiva nos mercados estrangeiros será fundamental para apoiar a recuperação econômica", acrescentou.

Segundo estimativas do BID, a desaceleração foi generalizada em todo o região.
Na América do Sul, as exportações caíram 0,3% no primeiro trimestre de 2023 em relação ao mesmo período de 2022, após terem crescido 16,2% em média no ano anterior. Todas as economias sul-americanas registraram queda nas vendas, com exceção do Paraguai (23,4%) e do Chile (10,7%).
Na Mesoamérica, que inclui México e América Central, no entanto, eles aumentaram 6,3%, após terem crescido 16,1% no mesmo período do ano anterior. O México viu as vendas aumentarem em 6,8%, ajudando a sustentar o desempenho regional.
Os Preços de diversas commodities exportadas pela América Latina apresentaram volatilidade acentuada no primeiro trimestre de 2023.
As taxas de crescimento anual foram negativas para os preços do petróleo (-18,2%), café (-12,6%), ferro (-11,9%), cobre (-11,1%) e soja (-5,2%). O aumento foi no açúcar (15,1%).
Em termos de volumes As exportações da América Latina registraram um aumento de apenas 1,6% ano a ano, após aumento de 5,4% em 2022, segundo o relatório.
Como dissemos, as exportações do México cresceram (6,8%). O principal impulsionador da expansão das vendas externas foram os Estados Unidos. Por sua vez, as remessas da América Central cresceram apenas 1,6% ano a ano no primeiro trimestre de 2023.
Em contraste, os volumes de exportação da América do Sul caíram 1,9%, com exceção do Chile e do Paraguai. Essas duas economias e o Brasil foram os únicos da América do Sul onde as exportações cresceram ano a ano e, além disso, se caracterizaram por terem apresentado uma taxa de variação positiva nos volumes embarcados.
Os importações A América Latina e o Caribe também desaceleraram no primeiro trimestre de 2023, registrando 0,6% ante 21,1% em 2022. Ainda assim, o BID estima um aumento ligeiramente maior nas importações intrarregionais do que nas compras externas totais (8% e 0,6% ano a ano, respectivamente) no primeiro trimestre de 2023.
Neste contexto débil, o BID destacou que “impulsionar o crescimento por meio do comércio internacional será essencial para superar a sucessão de crises que afetaram a economia global nos últimos anos”. (Estimativas de tendências comerciais da América Latina e do Caribe – Edição 2023: Atualização do 1º trimestre)
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