O chefe da Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP), Alberto Abad, assinou um acordo de "troca automática de informações fiscais" com a sua par brasileiro Jorge Rachid.
Segundo a agência de arrecadação de impostos, Abad e o secretário da Receita Federal, o equivalente à AFIP no país vizinho, assinaram um acordo para "identificar os ativos de propriedade dos contribuintes de ambas as nações", incluindo propriedades e apartamentos.
O órgão nacional comemora como uma conquista que o acordo também preveja o cruzamento de informações de períodos fiscais anteriores ao ano corrente. "Este acordo fornece informações sobre os ativos dos cidadãos, o que leva a uma visão abrangente dos contribuintes no contexto de dois países com fortes laços comerciais. O documento que assinamos fornece mais informações para estabelecer o perfil de risco de cada contribuinte", disse Abad após a assinatura.
Rachid garantiu que com esta troca de informações "as possibilidades de cometer atos ilegais são reduzidas" e anunciou que o “Cruzamento de dados” começará nos próximos dez dias, quando termina o prazo estabelecido por lei para ingressar na prática de lavagem de dinheiro na Argentina. Embora haja rumores, uma extensão do prazo de 31 de março tem poucas chances de se concretizar.
O dirigente do governo Michel Temer concordou com Abad em "Entre em contato com a agenda aduaneira do Brasil e da Argentina trabalhando com operadores econômicos confiáveis de ambos os países com o objetivo de facilitar os procedimentos de comércio exterior."
A este respeito, o administrador federal destacou que “a demora nos procedimentos aduaneiros acarreta custos económicos” e sublinhou que por esse motivo “Queremos adicionar facilitação e controle por meio da Janela Única de Comércio Exterior (VUCE)".
A AFIP informou que os dados a serem trocados incluem dividendos, juros, royalties, serviços e retornos. "A troca de informações será realizada dentro dos parâmetros da Convenção da OCDE sobre Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária, que visa combater a evasão e a elisão fiscais em nível internacional, tanto bilateral quanto multilateralmente", ressaltaram.
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