A Argentina permanecerá como um ator central no comércio global de carne bovina em 2026, com exportações previstas de 830.000 toneladas de peso equivalente de carcaça (CWE), o segundo maior valor da história, segundo o Relatório Anual de Pecuária e Produtos publicado pelo Escritório de Assuntos Agrícolas de Buenos Aires
O relatório destaca que os fortes preços internacionais e um peso mais competitivo estão revitalizando as margens das frigoríficos argentinas. A China continuará a dominar como principal mercado, enquanto os embarques para os Estados Unidos e a União Europeia se fortalecerão.
mercado chinês
Segundo o relatório, "As exportações para a China em 2026 dependerão em grande parte de dois fatores: 1) a decisão final tomada pelo governo chinês com base na sua investigação antidumping investigação em andamento sobre importações de carne bovina, após solicitação do setor local de carne bovina no final de dezembro de 2024. O governo chinês anunciou recentemente que estenderia a investigação até o final de novembro de 2025 devido à complexidade do caso. O resultado é desconhecido; e 2) no início de agosto, os Estados Unidos aumentaram a Tarifas de importação brasileiras para a maioria dos produtos em 50% (10% + 40%), o que afetou diretamente suas exportações de carne bovina. Enquanto esse nível de tarifas persistir, É muito provável que os Estados Unidos não importem carne bovina brasileira e, em vez disso, comprem volumes maiores de carne bovina de outras fontes, como a Argentina.”
Ação judicial nos EUA
Os Estados Unidos deverão ser o segundo mercado mais importante, com forte demanda e em um contexto geopolítico que reforça sua relevância. Segundo o relatório, "A indústria dos EUA está lutando para atender totalmente à demanda interna por carne, o que apresenta oportunidades contínuas para fornecedores capazes de atender às exigências de qualidade e mercado dos EUA.".
Oportunidades na Europa
Por sua vez, eleA União Europeia "continua a demonstrar crescente interesse em cortes premium, especialmente aqueles alimentados com grãos, o que representa novas oportunidades para os exportadores argentinos"., em um momento em que mudanças regulatórias e tarifárias globais criam um ambiente favorável à diversificação de mercados e ao fortalecimento da presença internacional da carne argentina.
Quanto aos preços, o Exportações argentinas de carne desossada Nos primeiros sete meses de 2025 eles atingiram 277.500 TONELADAS, por um valor total de US$ 1.750 bilhão, com a China como principal destino, seguida pelos Estados Unidos e Israel. As exportações de carne resfriada desossada foram menores em volume, mas com um preço FOB médio mais que o dobro, com a UE como principal destino, seguida pelo Chile e Israel.
Com esses indicadores, a Argentina reafirma seu papel estratégico no comércio global de carne bovina. A combinação de preços competitivos e forte demanda internacional promete manter o país na vanguarda do setor até 2026.
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