Os dados de agosto de 2025 refletem uma mudança na dinâmica do comércio exterior argentino, segundo análise publicada nesta segunda-feira (29/09/2025) pelo CIEN, sob a coordenação do Mestre Gustavo Scarpetta. Enquanto as exportações mantiveram crescimento sustentado e positivo, algumas importações registraram a primeira desaceleração do ano, com destaque para o canal de entregas e bens de consumo.
Exportações: forte aceleração
O relatório afirma que, de janeiro a agosto, as exportações cresceram 6,2% em relação ao ano anterior, consistente com o ritmo moderado do ano. No entanto, um salto notável ocorreu em agosto.: as exportações cresceram 16,4% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 7.865 bilhões, com aumento de quantidades de 15,3% e leve melhora nos preços.
Por títulos, a análise aponta que a Produtos primários cresceram 36%, os combustíveis e energia 11,7%, e a indústria agrícola (MOA) caiu 3,2%. Em contrapartida, a indústria industrial (MOI) registrou queda de 7%, revertendo a tendência positiva dos primeiros meses do ano. De acordo com a análise, A alta de quase 30% do dólar desde julho pode ter influenciado essa dinâmica.
Importações: Primeiro freio nos serviços de entrega e desaceleração do consumo
CIEN destaca que agosto marcou a primeira queda do ano no canal Courier, que caiu de um recorde de US$ 75 milhões em julho para US$ 71 milhões.

Da mesma forma, as importações de bens de consumo abrandaram, passando de um crescimento de 69% ano a ano para 65%, mostrando o primeiro sinal de desaceleração em 2025.
Apesar dessas desacelerações, o relatório destaca que as importações totais continuam a aumentar (32,1% em relação ao ano anterior), impulsionadas por automóveis e bens de capital, que aceleraram ainda mais: os automóveis aumentaram de 136% para 155% e os bens de capital de 71% para 75,8%.
Conclusão
O CIEN conclui que agosto de 2025 reflete uma dinâmica dupla No comércio exterior argentino: por um lado, as exportações apresentam forte crescimento, especialmente em produtos primários, combustíveis e MOA; por outro, algumas importações apresentam seu primeiro freio, destacando bens de correio e de consumo, enquanto carros e bens de capital continuam a impulsionar o crescimento das importações.
De acordo com o relatório, o aumento das exportações de produtos primários, combustíveis e MOA eles são "boas notícias para a economia argentina", embora a evolução de algumas importações dependa da taxa de câmbio e da demanda interna nos próximos meses. Esse desempenho reflete o crescimento sustentado das exportações, acompanhado de ajustes parciais nas importações, que podem definir o tom para os próximos meses.
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