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Aliança do Pacífico e Mercosul assinam plano de ação para maior integração

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A Aliança do Pacífico aprovou na terça-feira (24.7.2018) a ambiciosa Visão 2030 para aprofundar a integração do bloco nos próximos anos, aumentar a conectividade digital e ampliar sua área de influência.

"Foi aprovado o documento Visão 2030 da Aliança do Pacífico, que define o caminho de trabalho para os próximos doze anos", disse o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, no encerramento da XIII Cúpula da Aliança do Pacífico, realizada nos dias 23 e 24 de julho em Puerto Vallarta, no Pacífico mexicano.

Acompanhado pelos demais líderes da Aliança do Pacífico - Juan Manuel Santos da Colômbia; Martín Vizcarra, do Peru, e Sebastián Piñera, do Chile, Peña Nieto explicou que essa visão 2030 tem vários eixos orientadores.

Eixos de guia

Entre estas, alcançar uma maior integração, aprofundar os progressos actuais, consolidar a projecção da Aliança do Pacífico, particularmente em relação à Ásia-Pacífico, aumente o conectividade digital e “avançar juntos em áreas estratégicas” como serviços financeiro e cibersegurança.

Peña Nieto destacou o aumento de 140% no turismo desde 2012 entre os países do bloco e explicou que a chamada Declaração de Puerto Vallarta também incluiu a decisão de ampliar as capacidades institucionais da Aliança, criar um fundo de infraestrutura e conceder mais bolsas de estudo aos jovens.

Vizcarra, que assumiu hoje a presidência interina do bloco, sublinhou que a “visão estratégica para 2030 constitui um passo fundamental para alcançar a liberdade mobilidade de bens, serviços, capitais e pessoas".

Ao longo do ano, como presidente pro tempore, afirmou que promoverá a iniciativa privada e o acesso ao financiamento para que pequenas e médias empresas se insiram "cadeias de valor globais".

Também criará um gestor de fundos para o fundo de infraestrutura, que busca reduzir a lacuna entre as nações, e conseguir a emissão de um título catastrófico para secas e inundações, além do existente para terremotos.

Além disso, serão feitos esforços para criar um instrumento financeiro para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e para revitalizar o papel dos 55 estados observadores.

AP e Mercosul

Na sua vez de falar, Piñera comemorou a “grande conquista” que a cimeira e a plano de ação assinado Hoje, entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, que juntos respondem por 90% do PIB latino-americano, é preciso caminhar para a integração comercial.

"Espero que mais cedo ou mais tarde tenhamos uma grande zona de livre comércio", disse ele.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, lembrou que a Aliança do Pacífico é a favor do livre comércio e do multilateralismo.

"Não gostamos de protecionismo", acrescentou.

Este evento encerrou a XIII Cúpula Presidencial da Aliança do Pacífico, que teve como objetivo aprovar uma visão de longo prazo com o Mercosul e uma agenda para 2030 alinhada aos objetivos da ONU.

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