Mais de US$ 4.237 milhões em pasta de cocaína foram transportados por um caminhão boliviano que foi interceptado por inspetores do Serviço Nacional de Alfândegas no posto avançado de Quillagua. A operação bem-sucedida, que ocorreu em área primária e, portanto, não envolveu nenhum policial, impediu o transporte de 5,2 quilos e 301 gramas de pasta base de cocaína que estavam escondidos em quatro cilindros que simulavam tanques de combustível.
O Diretor Regional da Alfândega de Iquique, Cristian Molina Silva, explicou que com base nos poderes do seu Serviço e através da utilização de perfis de risco e tecnologia não invasiva, “Nossos inspetores selecionaram um caminhão boliviano viajando do norte para Santiago para uma inspeção especial. Dessa forma e por meio de imagens de raio X, as suspeitas iniciais foram confirmadas e ficou constatado que o caminhão estava modificado e continha contrabando.".
Após interpretar os raios X do caminhão scanner da Alfândega, os promotores iniciaram um processo de intervenção e, utilizando ferramentas mecânicas e hidráulicas, cortaram e movimentaram quatro cilindros metálicos que simulavam tanques, encontrando em seu interior 301 quilos e 800 gramas de pasta de cocaína que foi inserida em forma líquida e posteriormente solidificada.

Molina Silva explicou que, em virtude dos poderes, competências e tecnologia que a Alfândega possui, as equipes operacionais destacadas nos postos avançados de Quillagua e El Loa detectam inúmeros casos de contrabando de mercadorias legais e ilegais, entre os quais se destaca a grande detecção de drogas. De fato, devido ao grande volume de réus e drogas, o Ministério Público designa uma das forças policiais de plantão todos os meses para recolher os detidos e as drogas dos postos avançados para os tribunais.
A prisão do motorista do caminhão que transportava 301 quilos de pasta base de cocaína foi realizada no Juizado de Primeira Instância e Garantia de Pozo Almonte e foi realizada pelo promotor Sergio Almonacid Muñoz, que indiciou o motorista boliviano WQM pelo crime de tráfico de drogas como autor do crime.
Na instância, o promotor descreveu o procedimento aduaneiro que permitiu a detecção e descoberta da droga, após o qual a magistrada Daniela Gutiérrez Albornoz decretou a prisão de acordo com a lei e determinou que o acusado fosse mantido em prisão preventiva pelos 120 dias que foram fixados como período de investigação.
Durante 2021, a Alfândega de Iquique apreendeu 2.667 quilos de drogas, sendo a cetamina e a pasta de cocaína as substâncias com maiores aumentos.
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