O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, com o apoio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e da Comissão Econômica para a América Latina A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) realizou um webinar para refletir sobre a transformação digital nos países do MERCOSUL e articular o debate com as agendas regionais da América Latina e de outros países.
O evento intitulado “Tecnologias Digitais: Inovação, Produtividade e Trabalho no MERCOSUL” Aconteceu nos dias 6 e 7 de outubro de 2021.
Durante o primeiro dia, os palestrantes analisaram cenários para transformação digital: inteligência artificial e novas tecnologias para inovação, produtividade e trabalho.
Abrindo o debate, Luciana Mancini, Diretora do Departamento de Desenvolvimento Tecnológico do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ele lembrou: “O Grupo da Agenda Digital foi criado em 2017 com o objetivo de promover o desenvolvimento de um MERCOSUL digital” e afirmou que “desde então, importantes iniciativas foram desenvolvidas desde o compartilhamento de medidas sobre padrões nacionais de segurança cibernética até a Negociação e assinatura de um acordo de reconhecimento mútuo para certificados de assinatura digital em 2019.” O responsável sublinhou ainda que “a transformação dos serviços públicos e privados é muitas vezes relegada para segundo plano nas negociações, sendo dada atenção às questões tarifárias e aduaneiras; No entanto, essas questões assumem novas nuances na realidade do comércio transfronteiriço.” Nesse contexto, ele destacou que “a atual presidência brasileira do MERCOSUL está promovendo medidas importantes para fortalecer a agenda digital”.
Moderando o primeiro painelDaniel Cavalcanti, Coordenador Geral de Políticas Públicas para Serviços de Telecomunicações do Ministério das Comunicações do Brasil, Ele afirmou que “o governo é um prestador de serviços e deve ser digitalizado”. Nesse sentido, afirmou que “está demonstrado que a transformação digital é uma oportunidade para a competitividade dos países e do MERCOSUL” e disse: “Há uma correlação positiva entre a produtividade, a intensidade na adoção de tecnologia e a renda do capital. ”.
Além disso, Sebastián Rovira, Oficial de Assuntos Econômicos da CEPAL, disse que “a América Latina deve aproveitar as ferramentas digitais e promover a transformação da produção para escapar da armadilha da produtividade” e destacou que “as tecnologias digitais dinamizam as cadeias produtivas”. Nesse sentido, destacou que “há iniciativas em nível regional para promover a manufatura inteligente com apoio do setor privado: SENAI 4.O (Brasil), Argentina X Center (Argentina) e CAIME (Uruguai)”.
Seguindo essas linhasJorge Arbache, Vice-Presidente do Setor Privado da CAF, Ele mencionou a iniciativa Internet para Todos (Peru) e o cabo submarino entre Chile e Austrália, entre outros. Ele também alertou que “os países da região têm acesso a muitas tecnologias, mas não é suficiente”. Por isso, o especialista disse que “é mais importante desenvolver tecnologias em agricultura, mineração, florestas, água e mudanças climáticas, para que a região possa obter benefícios relativos dessas áreas”.
Dada a necessidade de incorporar ciência e tecnologia aos processos produtivosMariana Ferreira, Diretora Nacional de Desenvolvimento da Economia do Conhecimento do Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Argentina, apelou para que não se esqueça a relevância do comércio de serviços e dados como um recurso económico e estratégico. Nesse sentido, o especialista argentino explicou a implementação e os benefícios da política pública de promoção setorial com a Lei de Promoção de Software (de 2004 a 2019) e a Lei de Economia do Conhecimento (de 2020). Ele também mencionou o Plano Argentina, programa voltado à capacitação em temas de programação, com foco em recursos humanos como vetores de digitalização de produtos e processos.
Por sua vez, Davor Orlic, Diretor de Operações do Centro Internacional de Pesquisa em Inteligência Artificial, Ele enfatizou “a importância de encontrar caminhos sustentáveis que tenham convergência em capital humano”. Ele também sugeriu trabalhar com os escritórios da União Europeia e das Nações Unidas para entender quais oportunidades são benéficas para os cidadãos.
Nessa linha, Lucas Tadeu Melo Câmara, Diretor Executivo do Centro da Quarta Revolução Industrial – C4IR recomendou para buscar “quais são as áreas estratégicas para dar passos em direção ao futuro, considerando a colaboração conjunta na harmonização das regras internacionais”.
Com foco nos problemas a serem resolvidos e em como o Mercosul pode ampliar sua participação no comércio regional e global, Bernardo Díaz de Astarloa, Professor da Universidade de Buenos Aires, Ele se referiu a dois investimentos complementares ligados a empresas e países. “É importante que os países se envolvam na complementaridade das ferramentas digitais para os processos internos das empresas. Enquanto isso, será lucrativo para as empresas adotarem a tecnologia digital se descobrirem que o setor público é compatível com essa tecnologia durante seu processo de internacionalização", disse ele.
“Não adianta as empresas incorporarem tecnologia se ela não for compatível com o VUCE ou se os Operadores Econômicos Autorizados se limitarem às grandes empresas”, alertou o acadêmico e sustentou que “a transformação digital deve estar nos setores privado e público”.
Dado este contexto desafiante, o segundo dia do seminário que pretende contribuir para o debate e a acção para a implementação e utilização das tecnologias digitais a nível nacional e regional para apoiar os processos de desenvolvimento, teve como objectivo o intercâmbio regional em torno de metodologias inovadoras de medição a economia digital; principalmente aqueles baseados em fontes de dados alternativas.
O evento contou com a presença de José Luis Cervera (Presidente do DEVSTAT), Leonardo Lins (Pesquisador – Cetic.br|NIC.br), Romina Da Re (Diretora Geral de Inovação Produtiva e Economia Digital, Paraguai), Scarlett Fondeur Gil (UNCTAD) , Valeria Jordán (Oficial de Assuntos Econômicos – CEPAL) e Susana Dornel (Área de Sociedade da Informação, AGESIC, Uruguai), moderada por Alexandre Barbosa (Cetic.br | NIC.br) [Gravação de webinar e página de destino]
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