InícioComércioVice-presidente da OMA destaca esforços estratégicos para melhorar o comércio

Vice-presidente da OMA destaca esforços estratégicos para melhorar o comércio

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No âmbito do Encontro Empresarial Regional, evento realizado nesta quarta-feira (11.08.2021/XNUMX/XNUMX), o vice-presidente regional da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), Werner Ovalle, destacou as ações implementadas para a facilitação do comércio – simplificação, modernização e harmonização dos procedimentos de exportação e importação - nas Américas e no Caribe.

Nesta reunião, virtual e interativa, o vice-presidente Werner Ovalle detalhou cinco ações ligada à implementação do Acordo de Facilitação do Comércio, a proposta da Organização para manter o equilíbrio entre controle e facilitação, o Programa de Operadores Econômicos Autorizados e os Acordos Regionais de Reconhecimento Mútuo e como fortalecer as capacidades dos países da região em matéria aduaneira por meio da ferramenta conhecida como Estudo de Tempos de Despacho.

Destacou que dos trinta e três membros da Região das Américas e do Caribe, Vinte e sete países ratificaram o Acordo de Facilitação do Comércio, o primeiro acordo comercial multilateral concluído desde a criação da Organização Mundial do Comércio. Ele detalhou as ferramentas da OMA que dão suporte à facilitação do comércio, como o Programa Mercator (instrumento que propõe procedimentos simples, transparentes, eficientes e coordenados), o Quadro Regulatório SAFE, o Estudo de Tempo de Despacho, entre outros.

Nessa linha, Werner Ovalle destacou que para facilitar o comércio A competitividade econômica, o fortalecimento de capacidades e o intercâmbio de melhores práticas entre serviços aduaneiros foram promovidos. Em relação a controle comercial, Ele indicou a promoção da arrecadação de impostos, gestão de riscos, operações conjuntas e trocas de informações relacionadas a fraudes e contrabando aduaneiros, subvalorização de mercadorias e outras ações que permitiram operações conjuntas. Ele também disse que a OMA promove a adesão à Convenção do Protocolo de Quioto Revisto, o fortalecimento dos três pilares do Quadro SAFE, as melhores práticas de gestão de riscos por meio de plataformas e Comitês Nacionais de Facilitação, a fim de formar um fórum público-privado voltado à identificação de gargalos para facilitar o comércio.

Especificamente, o Vice-Presidente da OMA referiu-se à associação com o setor privado tomar medidas para garantir a segurança da cadeia logística no continente. Nesse sentido, indicou que cinco ações são coordenadas com o Grupo Regional do Setor Privado (criado em 2019), do qual participam ativamente Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, México, Paraguai e Uruguai.

Quanto a mecanismos regionais de facilitação do comércio, Werner Ovalle destacou o apoio da OMA às cinco medidas de curto prazo da Estratégia Centro-Americana para a Facilitação do Comércio e Competitividade, com destaque para a Gestão Coordenada de Fronteiras, que consistem no registo através de dispositivos de radiofrequência, na agilização e coordenação dos controlos migratórios, na declaração antecipada de mercadorias, certificados fitossanitários e zoosanitários eletrônicos e uso de sistemas de câmeras em passagens de fronteira. Ele esclareceu que um dos avanços mais notáveis ​​ocorreu em 1º de março de 2021, quando foi lançada a fase piloto da Declaração Antecipada de Mercadorias entre Guatemala e Honduras. Referiu-se também ao projeto “Alfândega sem Papel”, que envolve a incorporação de novas tecnologias para a digitalização dos documentos comprovativos das declarações de mercadorias, conseguindo a eliminação progressiva do uso do papel.

Segundo o vice-presidente, vinte países das Américas e do Caribe têm Programas de Operadores Econômicos Autorizados em suas administrações, cujo conceito se baseia em padrões internacionais para garantir e facilitar o comércio por meio de cadeias logísticas seguras e acordos de colaboração entre alfândegas e o setor privado. Somado a isso, há Quatro acordos multilaterais de reconhecimento mútuo na região:

  • Aliança do Pacífico: Chile, México, Peru e Colômbia (2018)
  • América Central: Guatemala, El Salvador, Costa Rica e Panamá (2019)
  • Comunidade Andina: Equador, Bolívia, Peru e Colômbia (2019)
  • Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (2019)

Além disso, nas palavras de Ovalle, o trabalho está sendo feito um Acordo Multilateral em andamento, por meio da Declaração de São Paulo, com dez países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. A Costa Rica solicitou a incorporação em 2020. Ovalle valorizou positivamente os esforços dos países para fortalecer o relacionamento entre a alfândega e o operador privado para garantir e facilitar a cadeia logística.

O Vice-Presidente destacou ainda a Ações para fortalecer as capacidades aduaneiras. A este respeito, ele observou que sete países (México, Brasil, Guatemala, Peru, Colômbia, Chile e Bahamas) enviaram o Estudo de Tempo de Despacho à OMA. Isto implica que o 21 por cento do região já implementou esta ferramenta única que permite medir o desempenho real dos movimentos de importação, exportação e trânsito. Da mesma forma, a OMA apoiou a realização do primeiro Estudo dos tempos de despacho a nível regional com seis países (Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Costa Rica e Panamá) em sete postos de fronteira na América Central. Sobre a importância do Estudo de Tempo de Despacho Regional, ele disse que “ele permitirá o progresso na facilitação do comércio, na gestão coordenada nas fronteiras entre as alfândegas e na elaboração de um plano de ação de médio prazo para avançar a competitividade”.

Werner Ovalle também analisou as conquistas da União Aduaneira Regional entre Guatemala e Honduras, bem como a estratégia de novos postos de fronteira com o México.

Por fim, ele pediu a aceleração da movimentação, elevação e desembaraço de mercadorias, incluindo aquelas em trânsito. “A facilitação do comércio não é responsabilidade exclusiva do serviço aduaneiro. “Cada ator na cadeia logística desempenha um papel importante.” Ele pediu o fortalecimento da comunicação e cooperação público-privada e lembrou que “as alfândegas são um braço estratégico para a competitividade do país e da região”.

O Encontro Empresarial Regional de 2021 foi um evento organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Guatemala-Mexicana (CAMEX), com o apoio da Embaixada do México na Guatemala e do Centro Internacional de Mediação, entre outras organizações.

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