O caso da Tríplice Fronteira, entre Argentina, Brasil e Paraguai, expõe as complexidades do crime organizado na América do Sul, onde o contrabando, a lavagem de dinheiro, o tráfico de drogas e a corrupção convergem. Diante desses desafios, a cooperação internacional eficaz é uma ferramenta indispensável para deter redes criminosas que operam sem fronteiras.
🟦Plataforma regional
Com esse objetivo, Buenos Aires sediará a 1ª Reunião de Alto Nível da Estratégia Triângulos – Triângulo Sul nos dias 2 e XNUMX de julho., uma plataforma regional que busca fortalecer a coordenação entre os estados para enfrentar as economias ilícitas que afetam a região.
Convocado pelo Ministério da Segurança Nacional, o Departamento contra o Crime Organizado Transnacional (DDOT) da OEA e a organização Strategos BIPO evento reunirá autoridades de mais de dez países sul-americanos e de outras regiões, incluindo representantes de alfândegas, promotorias, forças de segurança e inteligência financeira.
Durante a reunião, a Organização dos Estados Americanos (OEA) reafirmará seu compromisso com o combate ao crime organizado transnacional, um fenômeno alimentado por lacunas regulatórias, fragilidade institucional e esforços estatais fragmentados.
"O crime organizado não é mais um problema de segurança isolado. É uma rede complexa, com capacidade econômica e logística, que prospera com nossas vulnerabilidades. Suas ações constroem uma economia ilícita que compete com a economia formal e corrói a legitimidade institucional. avisou Gastón Schulmeister, Diretor do DDOT da OEA.
O Sr. Schulmeister também enfatizou a urgência de combater as finanças criminosas promovendo o fortalecimento das Unidades de Inteligência Financeira, o confisco sem condenação e a cooperação para rastrear ativos escondidos em jurisdições opacas.

🟦Abordagem estratégica
La Estratégia de Triângulos, concebida em 2022 como a Aliança COEPA, foi promovida pela General colombiano (R) Juan Carlos Buitrago, atual CEO da Strategos BIP e coordenador da iniciativa. Sua abordagem propõe uma coordenação sem precedentes entre os setores público e privado, a academia e organizações multilaterais para abordar estratégica, operacional e regulatoriamente as organizações criminosas que afetam particularmente a América do Sul.
«Buscamos integrar esforços com uma abordagem estratégica, investigativa e operacional para prevenir e desmantelar estruturas criminosas transnacionais que prosperam com o contrabando, a falsificação e outros crimes. A colaboração interinstitucional, público-privada e internacional deve se tornar cada vez mais eficaz.", disse Buitrago
Para tal, o V Reunião de Alto Nível do Triângulo Sul contará com a participação de delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Japão, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, e contará com painéis temáticos sobre comércio ilegal, lavagem de dinheiro, corrupção, cooperação internacional e o caso emblemático da Tríplice Fronteira.
🟦cooperação sul-americana
Esta iniciativa de Buenos Aires, enquadrada no Triângulo Sul, somando-se assim às estratégias já em curso no Triângulo Norte —composto pelo México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador— e o Triângulo Central (antiga COEPA), composta pela Colômbia, Equador, Panamá, Peru, Costa Rica e República Dominicana.
Juntas, essas três plataformas regionais — T-Norte, T-Central e T-Sul — buscam reduzir a incidência e os efeitos negativos do comércio ilegal na América Latina e no Caribe, fortalecendo a cooperação internacional, o trabalho colaborativo e gerando inteligência coletiva na luta contra o crime organizado transnacional.

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