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Uruguai acredita que será possível fechar acordo Mercosul-UE até o final de junho

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O Uruguai acredita que é viável concluir um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia até o final do mês que vem, após duas décadas de negociações, garantiu à Efe nesta quinta-feira (30.05.2019) o chanceler do país sul-americano, Rodolfo Nin Novoa.

O chefe da diplomacia uruguaia considerou a data de 28 de junho para uma possível reunião dos chanceleres do Mercosul e da UE para finalizar o acordo.

«Se nós, na reunião técnica em Bruxelas, em junho, pudermos fazer muito progresso, não será difícil para nós, os ministros das Relações Exteriores, estarmos lá antes do final do mês, por volta do dia 28, para abordar os capítulos mais políticos e tentar fechar o acordo."Ele declarou.

"Acreditamos que existe um quadro eleitoral e político externo favorável para acelerar ou colocar a vontade final na conclusão desta negociação", acrescentou o ministro, membro do partido governista de esquerda Frente Ampla.

A comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, disse esta semana que o Brasil tem um "compromisso renovado" com a negociação do acordo, embora tenha se recusado a dar uma data para o fechamento do acordo.

Nin Novoa disse estar confiante de que conseguirá dar um impulso final a esse processo durante reunião bilateral com o Brasil no dia 7 de junho, "para defender profundamente a questão do Mercosul"..

Um acordo que seria concluído sob o lema de que "não devemos pedir mais nada a nenhum de nós e devemos fechar com o que temos, porque sempre haverá tempo para melhorar, sempre haverá tempo para ir mais fundo", segundo o chanceler.

Para o ministro, o aspecto mais complexo da última rodada técnica será “o capítulo agrícola”, especificamente o das “indicações geográficas”, decisivo para o clube europeu em todos os seus acordos comerciais devido ao volume de produtos únicos e mundialmente reconhecidos originários da UE.

Um exemplo desses produtos é o "queijo parmesão", produzido há anos no bloco sul-americano.

Por outro lado, o chanceler rejeitou a hipotética saída do Uruguai do Mercosul, defendida por alguns grupos de oposição, como "um erro gravíssimo, sem dúvida".

"Do ponto de vista econômico" significaria "que cada vez que 30% das nossas exportações vão para o Brasil, temos que pagar uma tarifa externa comum, e isso é inviável", ressaltou Nin Novoa, lembrando que o Mercosul é "o único acordo de integração profunda que temos".

Sobre o Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América Latina (Prosur), criado por iniciativa do presidente chileno Sebastián Piñera, o chanceler disse que o Uruguai continuará sendo um observador ativo.

Nesse sentido, Nin Novoa criticou o fato de que "o Chile tenha feito isso sob o manto da cláusula democrática", algo que excluía a Venezuela do acordo, e esclareceu que "quem define a democracia são os cientistas políticos e não os governos: eu não posso definir a democracia de outro país".

Fonte: Reuters

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