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Industriais argentinos e brasileiros elencam sete prioridades para revitalizar agenda de integração bilateral

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A União Industrial Argentina (UIA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil assinaram nesta segunda-feira (23.01.2023/XNUMX/XNUMX) uma declaração conjunta sugerindo ações prioritárias aos respectivos governos para avançar nas agendas econômicas e comerciais bilaterais e regionais.

O documento, assinado em nome da Conselho Empresarial Brasil-Argentina (Cembrar), foi entregue aos presidentes Lula da Silva e Alberto Fernández em encontro entre empresários e chefes de Estado na Casa Rosada.

Lá, industriais do Brasil e da Argentina pediram o aprofundamento das relações econômicas bilaterais. O presidente da UIA, Daniel Funes de Rioja, Ele disse que “a ideia do documento é ter um plano de ação imediato e comum para os objetivos que a economia produtiva pode alcançar para o desenvolvimento e a inclusão social dos nossos países”.

Por sua vez, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, Ele acrescentou: “Com políticas adequadas e iniciativas conjuntas eficazes, teremos uma integração econômica e regional mais consistente e estável, que estimulará o crescimento duradouro e sustentável de nossos países. O Brasil e a Argentina precisam impulsionar ainda mais suas indústrias e aprofundar as relações bilaterais e a integração regional no MERCOSUL.”

Assim, Sete ações estratégicas propostas para o crescimento sustentável são:

1. Gerar uma estratégia comum para promover o investimento produtivo baseado no crescimento econômico estável.

Para promover a integração das estruturas produtivas dos dois países, é necessário um contexto econômico e institucional que possibilite o investimento. É necessário, portanto, recriar as condições para reverter esse quadro, definindo um horizonte de crescimento sustentável com políticas de Estado ativas em relação ao fomento da indústria e da ciência e tecnologia que permitam a expansão das exportações bilaterais e globais, além de manter o equilíbrio nas contas de poupança externa de ambos os países. A expansão do Sistema de Moeda Local (SML) no comércio bilateral pode ser uma ferramenta de curto prazo para avançar nessa direção.

2. Promover investimentos para estimular o fornecimento de energia, infraestrutura e conectividade entre os dois países e na região

A implementação de melhorias em infraestrutura e conectividade é essencial, e a indústria tem papel fundamental na execução de obras que viabilizem o desenvolvimento energético e a agregação de valor local. As medidas promovem uma integração equilibrada de cadeias de produção regionais recentemente dinâmicas, como alimentos, produtos farmacêuticos, automóveis, produtos químicos e petroquímicos, plásticos, metalurgia, têxteis, e impulsionar a demanda de outros setores da economia. É também importante centrar a atenção nos investimentos necessários para uma maior integração da capacidade logística e de transporte para melhorar a conectividade e o fluxo de exportações, considerando as telecomunicações e a conectividade de redes para promover capacidades tecnológicas voltadas à digitalização e à eficiência produtiva e comercial. Um exemplo disso é a situação da Ponte Internacional Uruguaiana-Paso de Los Libres, que liga o Brasil e a Argentina, onde são necessários esforços imediatos para definir uma solução.

3. Eliminar as barreiras comerciais e promover a implementação de iniciativas de cooperação e convergência regulamentar

Além dos compromissos no âmbito do Mercosul, há diversas medidas restritivas e licenças entre os dois países que não só prejudicam o comércio bilateral e o acesso a bens e insumos, como também inviabilizam a integração produtiva entre Brasil e Argentina. No nível regulatório, produtos e serviços enfrentam uma gama cada vez maior de regulamentações, onde a diversidade é vista como onerosa e diferenças desnecessárias na regulamentação constituem um obstáculo adicional à integração econômica de longo prazo.

4. Aprofundar os compromissos com a facilitação do comércio e a desburocratização

A simplificação e a redução da burocracia no comércio bilateral podem ser melhoradas, considerando que os procedimentos formais de importação e exportação no Brasil e na Argentina continuam complexos em comparação com as melhores práticas internacionais. Embora ambos os países tenham compromissos multilaterais e regionais nesta matéria, a relevância da relação económica mostra que o reforço desta agenda bilateral teria um potencial ainda maior para alcançar os objectivos redução de tempo e custos e promover maiores fluxos comerciais entre as duas economias.

A Cembrar tem avançado na identificação de pontos de melhoria nesta área e entende que é É fundamental concluir um protocolo de facilitação de comércio entre Brasil e Argentina que inclui, entre outros tópicos, a plena implementação de o balcão único comércio exterior entre os dois países, com diretrizes para interoperabilidade, o reconhecimento mútuo da programas de Operador Económico Autorizado (AEO) e uma maior cooperação entre os costumes, com foco na gestão coordenada de fronteiras.

5. Acelerar o processo de negociações externas, em blocos, com mercados estratégicos para o setor

A integração internacional e a necessidade de ampliar a cobertura dos acordos comerciais para além do Mercosul são pontos comuns entre Brasil e Argentina, mas é importante que a estratégia seja executada de forma conjunta, dentro do bloco regional, priorizando mercados onde haja benefícios de expansão e diversificação.

6. Promover a cooperação para uma economia de baixo carbono, incluindo questões como transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal.

A agenda ambiental está ganhando espaço no mundo todo e, diante dos compromissos globais, novas exigências de acesso ao mercado estão surgindo. Na Cembrar há um forte compromisso com a sustentabilidade e a maioria das empresas está implementando compromissos e melhorias voluntárias para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. Dessa forma, há espaço para acelerar a agenda conjunta entre as duas nações, que está avançando na implementação de normas e padrões de forma tempestiva e com abrangência regional.

O compromisso deve ser avaliar competitivamente as vantagens e oportunidades na transição energética, a fim de equilibrar o compromisso com os objetivos de desenvolvimento produtivo, bem-estar social e redução da pobreza. Além disso, é importante abordar as questões ambientais sem criar barreiras indevidas ao comércio, para que os compromissos globais relativos aos fluxos de financiamento para esses fins sejam cumpridos.

7. Promover programas conjuntos de digitalização e Indústria 4.0

Nos últimos anos, as mudanças tecnológicas se aceleraram e as empresas industriais, principalmente as de pequeno e médio porte, enfrentam o desafio de acessar e implementar novas tecnologias, principalmente para identificar suas necessidades e avançar no caminho certo da digitalização e da melhoria da produtividade. Por isso, a Cembrar trabalha em ações cooperativas para enfrentar o desafio, ciente de que a região já apresenta um desequilíbrio em relação aos mercados concorrentes.

A questão central para a competitividade dos países deve fazer parte da agenda bilateral, com programas conjuntos que promovam investimentos, pesquisa e desenvolvimento no uso de tecnologias digitais avançadas para a produção, com ênfase na transição para atividades produtivas mais sustentáveis. É preciso incluir também o desenvolvimento de cadeias de valor, com economias baseadas no conhecimento, com maior potencial exportador. (Declaração Conjunta de Cembrar)

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