Argentina e Brasil buscam maior integração econômica, incluindo o desenvolvimento de uma moeda comum. Este é o objetivo mais ambicioso da aliança estratégica que os presidentes dos dois países vão relançar durante a visita de Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires esta semana, sua primeira ao exterior desde que assumiu o cargo em 1º de janeiro. O presidente brasileiro se reunirá com Alberto Fernández na segunda-feira (23.01.2023) e no dia seguinte ambos participarão da cúpula da CELAC (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).
Fernández e Lula anunciaram, em texto conjunto no Site da Presidência Argentina, que decidiram “avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser usada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa”. No documento, eles pedem “simplificar e modernizar regras e incentivar o uso de moedas locais” como forma de superar barreiras ao comércio.
Da mesma forma, o ministro da Economia argentino, Sergio Massa, confirmou as conversas, mas alertou em declarações ao Jornal Financial Times que este é o “primeiro passo de um longo caminho”.
Segundo o jornal, o anúncio do trabalho conjunto para a criação de uma moeda comum entre Brasil e Argentina será feito esta semana. Quando o projeto estiver avançado, os países convidarão outras nações latino-americanas para participar. “A medida pode eventualmente fechar o segundo maior bloco monetário do mundo”, observa o meio de comunicação americano.
A possibilidade de unir as economias argentina e brasileira já havia sido levantada nos últimos anos, em diferentes momentos. No entanto, as negociações fracassaram depois que o banco central do país vizinho se opôs à ideia. Agora, o projeto conjunto ganha força e um anúncio oficial é esperado durante a visita de Lula ao país, que começou na noite de domingo.
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