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A iniciativa Green Customs, um tema central em um evento paralelo da COP30.

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A América do Sul desempenha um papel de liderança na agenda ambiental internacional em 2025. O Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece de 10 a 21 de novembro em Belém, no coração da Amazônia. Esta é a primeira vez que uma COP é realizada na maior floresta tropical do mundo, destacando a interdependência entre clima, biodiversidade, segurança alimentar e outras questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável.

Segundo informações oficiais da COP30, com os principais compromissos climáticos já assumidos, o debate global agora se concentra em sua implementação: avançar nas métricas de adaptação, definir um roteiro para expandir o financiamento climático e avaliar se novas metas nacionais permitirão que o mundo avance rumo ao objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C. Nesse sentido, o Brasil — como presidente da Conferência — buscará fortalecer o multilateralismo, conectar a ação climática ao cotidiano das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris, o tratado internacional adotado em 2015 que estabelece metas globais para a redução das emissões de gases de efeito estufa e o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas.

Costumes Verdes: Inovação e Sustentabilidade na COP30

Neste contexto, a Alfândega está a abraçar plenamente a agenda climática com uma iniciativa que constitui uma das áreas prioritárias do Plano Estratégico da Organização Mundial das Alfândegas: Alfândega VerdeEsta proposta será o foco de um importante evento internacional realizado em paralelo com a COP30, que A Receita Federal do Brasil organizará o 12 na 14 em novembro em Manaus sob o título “Costumes Verdes: Inovação e Sustentabilidade”.

O encontro terá como objetivo fortalecer o papel do controle aduaneiro na transição para uma economia de baixo carbono, promovendo maior cooperação internacional contra crimes ambientais e fomentando a inovação tecnológica aplicada à gestão de fronteiras.

Além disso, a escolha de Manaus — capital do estado do Amazonas, fundada em 1669 e com 2,2 milhões de habitantes — deve-se, segundo informações da Receita Federal, à sua localização estratégica no bioma amazônico, consolidando-se como um cenário ideal para abordar as relações entre comércio exterior, sustentabilidade e inovação.

Para atingir esse objetivo, o encontro reunirá a Organização Mundial das Alfândegas (OMA), organismos internacionais como a ASAPRA, autoridades aduaneiras de diversos países, representantes do setor privado e organizações da sociedade civil. Os painéis serão estruturados em torno dos seguintes pilares: SER, FAZER e INOVAR, abordando tudo, desde a redução da pegada ambiental institucional até a incorporação de tecnologias avançadas e o aprofundamento da cooperação internacional para acelerar a transição verde.

Dessa forma, o evento busca promover operações aduaneiras mais sustentáveis, fortalecer o combate aos crimes ambientais e alavancar a inovação tecnológica para uma tomada de decisão mais rápida e transparente. As questões ambientais representam um desafio global e intersetorial que exige abordagens simultâneas de múltiplas disciplinas. As especificidades nacionais não podem ser isoladas da ação internacional, e é nesse ponto que a alfândega desempenha um papel central: consolida sua posição como ator estratégico na fronteira, controlando, facilitando e conectando o local com o global.


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