O déficit entre a renda em dólares dos produtos que a Argentina exporta para o mundo e os itens comprados no exterior está crescendo. A balança comercial registrou saldo negativo de US$ 1.727 bilhão em junho passado.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgado nesta quarta-feira (19.07.2023), o volume de comércio caiu 26,1% em junho, na comparação anual, para um total de US$ 12.627 bilhões.
Segundo dados oficiais, o país completou em junho, exportações por US$ 5.450 bilhões, 35,4% menos que no mesmo mês de 2022.
Esta queda deveu-se principalmente a uma Queda de 24,8% nas quantidades e o 14,0% em preços internacionais. Assim, todos os itens apresentaram queda: combustíveis e energia (37,7%); produtos primários (36,7%); manufaturas de origem agrícola (36,1%); e manufaturas de origem industrial (32,1%).
Enquanto isso, importações totalizaram US$ 7.177 milhões, o que representou uma queda de 17,2% em relação ao ano anterior, devido à queda de preços (10,5%) e quantidades (7,6%).
Assim, o comércio era deficitário com o principais parceiros como o MERCOSUL (US$ 4.881 milhões), a China (US$ 3.929 milhões), a zona econômica dos Estados Unidos, México e Canadá (US$ 2.035 milhões) e a União Europeia (US$ 2.015 milhões).
O comércio exterior de bens foi positivo com Chile (US$ 313 milhões), Índia (US$ 210 milhões) e Vietnã (US$ 169 milhões).

Primeiro semestre de 2023
Esse declínio tanto nas exportações quanto nas importações foi observado no primeiro semestre do ano.
A Argentina acumulou um déficit comercial de USD 4.387 milhões, ante saldo positivo de US$ 2.977 bilhões no mesmo período de 2022, com exportações no primeiro semestre do ano somando US$ 33.509 bilhões e importações somando US$ 37.897 bilhões.
Relatório Técnico de Comércio Exterior do INDEC, junho de 2023.
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