Durante três dias, o Palácio da Alfândega de Buenos Aires acolheu o Reunião Sub-regional do Cone Sul do Programa de Controle de Passageiros e Cargas (PCCP) das Nações Unidas, um espaço destinado a fortalecer a cooperação regional no combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e ao tráfico de pessoas, informou a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) em comunicado nesta segunda-feira (13.10.2023).
A reunião, patrocinada pelo Bureau de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL) do Departamento de Estado dos EUA, reuniu representantes de agências alfandegárias e de segurança do Brasil, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Chile, juntamente com autoridades das embaixadas dos Estados Unidos, Holanda, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Japão, bem como autoridades do Ministério da Segurança da Argentina e do PROCUNAR.
O PCCP é uma iniciativa conjunta do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), da INTERPOL e da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de fortalecer as capacidades dos países para detectar e combater atividades ilegais em portos, aeroportos e fronteiras terrestres.
A abertura ficou a cargo de Diretor Geral Andrés Velis, que enfatizou a importância da cooperação regional: “Trabalhar em conjunto é o objetivo desta organização. Conseguimos progredir na luta contra o contrabando graças às trocas de informações, que nos permitiram fortalecer nossa posição nesta batalha que travamos todos os dias”, observou.
Por sua parte, o Alberto Arean Varela, coordenador regional para a América Latina e o Caribe do PCCP, instou que as sessões fossem um espaço para “debate franco e aberto entre colegas” e felicitou “o escritório do UNODC na Argentina pelo trabalho que está a desenvolver”. Ele destacou o histórico da Alfândega Argentina, que completará dez anos como parceira ativa do programa em 2026.
De fato, a alfândega desempenha um papel essencial nas travessias de fronteiras internacionais, gerenciando os fluxos transfronteiriços de mercadorias, pessoas e meios de transporte para garantir o cumprimento da lei. Suas funções incluem a prevenção do tráfico de mercadorias perigosas, restritas ou proibidas e a mitigação das ameaças representadas pelo terrorismo, armas de destruição em massa e tráfico de explosivos à segurança global e à segurança das pessoas.
Nesse contexto, a iniciativa conjunta da OMA, da INTERPOL e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) busca fortalecer as capacidades de controle e cooperação entre os países para proteger a cadeia de suprimentos global e a segurança pública.
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