Em seminário realizado em 23 de novembro, o setor privado da América Latina apresentou seus comentários sobre a implementação do Acordo de Facilitação de Comércio e a digitalização dos procedimentos comerciais, com vistas a contribuir para uma maior coordenação regional.
No evento, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e pela Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), no Uruguai, foram divulgados os resultados da quinta edição do Pesquisa Global, realizada durante o primeiro semestre de 2023 com a participação de 26 países da América Latina e do Caribe. Representantes dos vários fóruns sub-regionais de integração econômica também discutiram seus progressos e agendas de trabalho na área de facilitação do comércio.

Nesse contexto, Fabián Villarroel, Diretor de Assuntos Regulatórios e Aduaneiros para a América do Sul e Central da DHL, reconheceu amplamente a importância da pesquisa que permite mensurar o andamento do Acordo de Facilitação de Comércio da OMC. Ele também destacou os esforços dos países para implementar medidas operacionais necessárias para economizar tempo e custos associados aos procedimentos alfandegários de fronteira; Nesse sentido, ele destacou o impacto do comércio eletrônico nos padrões de consumo.
Como parte envolvida na facilitação do comércio, o representante do sector privado apresentou a sua opinião sobre algumas medidas cuja melhoria poderia acelerar muito o comércio, nomeadamente:
Declaração antecipada:Este mecanismo que permite a informação sobre a entrega de mercadorias antes da sua chegada ao território aduaneiro nacional “não é muito comum na região”. Villarroel destacou a importância de delinear “uma mudança cultural” onde instâncias de “verdadeiro diálogo” sejam geradas, apontando para o conceito de “Conformidade Voluntária” na Alfândega, uma noção destacada no Quadro Regulatório da OMA.
Regime de Sanções: Villarroel explicou as razões pelas quais a região sofre de “certa discrição” em termos de sanções. E ele considerou necessário continuar com os esforços de uniformidade.
Programa de Operador Econômico Autorizado (AEO):O representante do setor privado sugeriu avançar com a implementação da OEA e a incorporação de outros operadores, como o setor de courier. Promover também o “diálogo proativo” entre operadores qualificados para obtenção de facilidades. Ele mencionou as boas experiências obtidas com as Alfândegas do Paraguai e da Guatemala.
Comércio eletrônico transfronteiriço:Nesse sentido, a pesquisa indicou que 15 dos 26 países participantes relataram ter um regime de minimis para remessas adquiridas por meio de serviços expressos. Sob este regime, tais remessas com valor abaixo do respectivo limite de minimis estão sujeitas a procedimentos aduaneiros simplificados e isentas do pagamento de direitos de importação. Villarroel sugeriu, neste sentido, intensificar os esforços para unificar os limites (a Costa Rica tem um de minimis de 100 USD; a Colômbia afirma ter um de minimis de 300 USD, mas é apenas para remessas dos EUA, e o Chile aumentou o de minimis). mínimo de USD 30 a USD 41)
PME: Em relação às pequenas e médias empresas, ele compartilhou os resultados da pesquisa sobre o avanço da facilitação do comércio para promover a internacionalização dessas empresas e o comércio intrarregional, no qual elas têm grande presença. Ele compartilhou a experiência com a SIECA e o Peru. Ela também propôs incorporar questões relacionadas a mulheres e povos indígenas em um esforço para responder ao chamado para incluir vozes mais diversas no comércio.
Janela Única para Comércio Exterior:Nesse sentido, o advogado ressaltou que o setor industrial está trabalhando para garantir que as janelas únicas dos países tenham módulos especiais para remessas expressas.
Tempos de elevaçãoNeste ponto, Villarroel falou sobre a aplicação do Levante Time Study tanto para medir o desempenho quanto para melhorá-lo por meio do desenvolvimento de medidas operacionais. Ele destacou as experiências da Guatemala e do Brasil, trabalhos realizados com o apoio da OMA.
Infra-estrutura:Nesta categoria, considerou-se importante melhorar a infraestrutura de transportes e logística para um comércio mais eficiente e sustentável; Ele também enfatizou a urgência de alocar recursos adequados para a manutenção e reparo da infraestrutura. tecnologia existente."
Além disso, Villarroel mencionou a iniciativa de “Alfândega Verde"bem como a necessidade de aprofundar o trabalho do setor privado com as alfândegas para reduzir o abandono de mercadorias e assim minimizar o impacto ambiental. E ele pediu para incluir o tema do segurança no comércio internacional.
A experiência mostrou que parcerias público-privadas são essenciais para determinar o que comerciantes e governos exigem e para implementar quaisquer medidas relevantes para melhorar as transações transfronteiriças.
“O ACF fornece uma base comum para avançar nesse sentido. A casa ALADI nos dá uma oportunidade de fazer isso. Além disso, o Acordo de Livre Comércio do MERCOSUL com a Aliança do Pacífico são passos adiante. Por esse motivo, os comitês nacionais de facilitação do comércio devem incluir mais ferramentas que promovam o diálogo com o setor privado", disse Villarroel.
E o mais importante, os sistemas tecnológicos precisam ser fornecidos; "Sem essa consideração, nenhuma facilitação é possível", concluiu.

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