O último relatório de comércio bilateral elaborado pela Câmara de Comércio e Serviços Argentina (CAC) mostrou que o comércio bilateral entre Argentina e Brasil atingiu em julho USD 2368 milhões.
Este valor representa uma diminuição homóloga de 9,5% face ao valor obtido no mesmo período de 2023. Da mesma forma, o comércio aumentou face a junho passado (+20,3%), devido ao aumento das importações em 21,6% e a uma aumento nas exportações de 19%.
Vendas argentinas para o Brasil cresceram em julho de 2024 un 20% em relação a julho de 2023 (a variação foi positiva pelo segundo mês consecutivo) somando US$ 1201 milhões, enquanto a importações desse destino fforam de US$ 1167 milhões e apresentou uma queda de 27,8% em relação ao ano anterior. Assim, o A balança comercial da Argentina apresentou um superávit de US$ 34 milhões.
Primeiro semestre
O trabalho sustenta que o comércio entre os dois países acumula nos primeiros seis meses do ano uma saldo positivo para a Argentina de US$ 141 milhões. Vale destacar que as exportações aumentaram 5% nos primeiros sete meses de 2024 em comparação aos sete meses de 2023, enquanto as importações do Brasil diminuíram 35,4% no mesmo período.
O aumento interanual das exportações da Argentina para o Brasil registrado em julho (20%), o segundo maior aumento até agora neste ano (abril registrou 36,7%), correspondeu principalmente ao aumento do trigo e do centeio não triturados, veículos automotores para o setor transporte de mercadorias e usos especiais, polímeros de etileno em forma primária, veículos de passageiros e leite, creme e derivados, enquanto a queda interanual das importações argentinas (27,8%) foi explicada principalmente pela queda da soja, partes e acessórios de veículos automotores, energia elétrica, óleos combustíveis de petróleo e minerais betuminosos e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço.
A Argentina se posicionou em quarto lugar Entre os maiores fornecedores do Brasil, atrás da China e Hong Kong e Macau (US$ 5531 milhões), Estados Unidos (US$ 3619 milhões), Alemanha (US$ 1208 milhão) e Rússia (US$ 1128 milhão). Por sua vez, entre os principais compradores do Brasil, a Argentina ficou em terceiro lugar, atrás de China, Hong Kong e Macau (US$ 10.115 milhões), Estados Unidos (US$ 3552 milhões) e Holanda (US$ 1167 milhão).
Comércio brasileiro
Em relação ao Exportações do Brasil para o mundo aumentam 9,3% em julho de 2024 em comparação ao mesmo mês de 2023, passando de US$ 28.300 bilhões para US$ 30.919 bilhões. As importações totais, por sua vez, aumentaram 15,7% em relação às registradas há um ano (US$ 20.121 bilhões em 2023 contra US$ 23.279 bilhões neste ano). Dessa forma, o resultado comercial brasileiro foi superavitário — pelo trigésimo mês consecutivo — em US$ 7640 bilhões, situação semelhante à observada em julho de 2023: naquele mês o saldo havia sido positivo em US$ 8179 bilhões.
As expectativas de mercado divulgadas pelo Banco Central do Brasil em julho mostraram números superiores aos do mês anterior em termos de estimativa de crescimento para 2024 (aumentou de 2,1% para 2,2%).
A expectativa de alta anual de preços subiu para 4,12% (no mês anterior havia sido de 4,02%). A taxa de juros Selic também deve permanecer em 10,5% (idêntico ao valor atual).
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