O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) divulgou esta semana os resultados do comércio exterior de bens da Argentina. Em julho, o país registrou um superávit de US$ 988 milhõess, o que representa uma queda de 32,3% em relação ao mesmo mês de 2024, em um contexto de forte aumento das importações, informou a agência.
De qualquer forma, o país voltou a registrar saldo positivo, acumulando vinte meses consecutivos de superávit comercial. Em julho, a exportações eles adicionaram USD 7.727 milhões, com crescimento homólogo de 7,5%, impulsionado por maiores quantidades vendidas (+6,2%) e ligeiro aumento de preços (+1,3%).
Segundo o INDEC, em julho de 2025 os aumentos de títulos Como produtos primários (+22,8%), impulsionados pelo forte aumento em sementes e oleaginosas, bem como pelo crescimento de manufaturas agrícolas (MOA, +5,3%) e manufaturas industriais (MOI, +4,7%). Em contrapartida, combustíveis e energia caíram (-9,7%), afetados pela queda de preços.
Quanto ao ddestinos, as exportações apresentaram fortes aumentos em direção China (+100,9%), impulsionado pelo aumento das vendas de produtos primários, em direção India (+87,8%), principalmente devido às manufaturas de origem agrícola, e em direção Estados Unidos (+31,0%). Em contrapartida, houve queda nos embarques para o Brasil (-11,9%), União Europeia (-8,3%) e Chile (-31,8%), que neste mês caiu do quarto para o quinto lugar como destino de exportação.
Do lado do importações, o valor atingido US$ 6.738 milhões, com um aumento anual de 17,7%. Esse resultado deveu-se principalmente ao aumento das quantidades (+23,2%), que compensou a queda dos preços (-4,1%).
Neste contexto, e de acordo com a usos econômicos, destacaram-se as maiores compras de bens de capital (+42,7%) e suas partes e acessórios (+24,5%), além do forte aumento de veículos automotores de passeio (+146,4%) e bens de consumo (+39,3%).
As compras aumentaram de todos principais origens. No caso de Brasil (+38,2%), o aumento foi liderado pela importação de veículos automotores para transporte de passageiros, entre outros produtos. China (+% 48,1), o crescimento foi explicado principalmente pelas maiores compras de bens de consumo e bens de capital (. Importações de Estados Unidos (+9,0%) concentraram-se no gás natural liquefeito e no gasóleo, enquanto os provenientes do União Europeia (+16,3%) refletiu aumento em combustíveis e lubrificantes e bens de capital.

Meses 7
Nos primeiros sete meses de 2025, o comércio exterior argentino registrou um USD 3.750 milhões de superávit, com exportações totalizando US$ 47.468 bilhões e importações totalizando US$ 43.718 bilhões. Apesar de manter saldo positivo por vinte meses consecutivos, o aumento das importações começa a diminuir a diferença, deixando o resultado anual incerto, sujeito à evolução dos preços e do comércio internacional nos próximos meses.
O Aduana News é o primeiro jornal aduaneiro argentino a lançar sua versão digital. Com 20 anos de experiência, suas publicações e iniciativas visam facilitar o conhecimento mais relevante sobre questões aduaneiras, a fim de contribuir para o comércio seguro na região.








