O governo Biden-Harris anunciou nesta sexta-feira (13.09.2024/XNUMX/XNUMX) novas medidas que visam coibir o abuso da “isenção de minimis”, mecanismo que permite a entrada nos Estados Unidos de remessas de baixo valor sem taxas alfandegárias e/ou impostos. Segundo o comunicado, o número de remessas que entram nos Estados Unidos reivindicando essa ajuda estatal em plataformas de comércio eletrônico, principalmente da China, permitiu que o mercado norte-americano fosse inundado com produtos que competem deslealmente com as empresas locais e que, em muitos casos, não cumprem com os requisitos de saúde e segurança, direitos de propriedade intelectual, padrões de proteção ao consumidor.
“O comércio justo é essencial para a prosperidade dos trabalhadores e empresas americanas”, disse o governo, enfatizando a necessidade de agir diante de tamanho volume de produtos que entram nos Estados Unidos com menos informações e sem pagar impostos. De acordo com os números fornecidos, mais de um bilhão de remessas estão se beneficiando anualmente da “isenção de minimis”, o que levantou preocupações sobre possíveis riscos.
Entre as Principais medidas anunciadas A Casa Branca inclui:
1. Maior transparência e controle – A nova regulamentação exigirá que remessas de minimis forneçam mais detalhes às autoridades alfandegárias. Isso permitirá maior visibilidade para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e ajudará a bloquear produtos que não atendem aos padrões de saúde e segurança antes que cheguem ao mercado dos EUA.
2. Redução de correspondências abusivas – Produtos sujeitos a medidas de controle comercial, como têxteis e roupas de baixo valor de plataformas chinesas, não serão mais elegíveis para a isenção de minimis. Com isso, o governo fecha uma brecha importante que permitia a entrada de mercadorias sem pagamento de impostos, o que afetava a indústria local.
3. Fortalecimento das certificações de segurança – Os importadores devem enviar os Certificados de Conformidade eletronicamente. Isso permitirá que o CBP e a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (CPSC) rastreiem e bloqueiem produtos inseguros, impedindo que entrem no país.
A Casa Branca pediu ao Congresso que aprovasse uma legislação mais ampla para fortalecer essas proteções, a fim de proteger melhor os consumidores e empresas americanos.
O que é isenção de minimis?
A isenção de minimis é uma disposição estabelecida na Seção 321 da Lei Tarifária de 1930, projetada para simplificar o processo de importação de produtos de baixo valor para os Estados Unidos. Com essa isenção, mercadorias importadas com valor inferior a US$ 800 por dia estão isentas de taxas e impostos. Inicialmente, essa medida tinha como objetivo facilitar o comércio para pequenas empresas e consumidores, simplificando o processo de importação.
No entanto, o que começou como um benefício para remessas de baixo valor agora também beneficia grandes plataformas de comércio eletrônico. Dados oficiais mostram que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA processa quase 4 milhões de remessas sob essa isenção todos os dias, demonstrando um crescimento significativo no comércio eletrônico global.
Como resultado, a Casa Branca acredita que é necessário atualizar a isenção de minimis para evitar abusos e práticas desleais, ajustando essa isenção às mudanças de circunstâncias. (Lançamento)
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