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A OMA liderou um debate na OMC sobre a digitalização nas alfândegas e o comércio inclusivo

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A Organização Mundial das Alfândegas (OMA) desempenhou um papel de destaque no Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC) 2024, realizado de 10 a 13 de setembro em Genebra. Este evento, um dos mais importantes na área do comércio internacional, reuniu representantes de diversos setores para abordar os desafios e oportunidades do comércio global, a fim de garantir que seus benefícios cheguem a mais pessoas.

De acordo com detalhes fornecidos à imprensa, em 12 de setembro a OMA organizou uma mesa redonda com foco na digitalização nas alfândegas, destacando o papel das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), do guichê único e dos operadores econômicos autorizados (OEAs).

Em linha com seu tema de 2024, “Alfândega: envolvendo parceiros tradicionais e novos com propósito”, a sessão representou uma oportunidade para reiterar a importância da digitalização na melhoria do comércio global.

Para tal, o mesa redonda, intitulado “Aproveitando a digitalização nas alfândegas para um comércio inclusivo”, contou com a presença de representantes das alfândegas, da OMC e do setor privado. Moderado pelo Dra. Boriana Rukanova da Universidade de Tecnologia de Delft, a discussão destacou como a tecnologia pode criar um ambiente de negócios mais amplo.

Com essa intenção, Ian Saunders, Secretário-Geral da OMA, abriu a sessão destacando instrumentos relevantes como a Convenção de Kyoto Revisada, o Modelo de Dados da OMA, a Janela Única, a Gestão Coordenada de Fronteiras, entre outros. Essas iniciativas melhoram a eficiência das fronteiras e promovem um comércio mais seguro e inclusivo. Saunders enfatizou que o investimento em capacidades alfandegárias, cooperação internacional e inovação são essenciais para tornar a digitalização uma estratégia eficaz, garantindo que tanto grandes empresas quanto PMEs possam se beneficiar.

Uma das iniciativas mais significativas anunciadas foi a colaboração entre a OMA, a OMC e a Câmara de Comércio Internacional (CCI) para desenvolver um documento para tornar os programas de OEA mais acessíveis e escaláveis ​​para as MPMEs. Esta proposta reforça o compromisso de criar um ambiente de negócios inclusivo e propício para essas empresas, abrindo novas oportunidades para elas no comércio global.

Angela Ellard, Diretora-Geral Adjunta da OMC, destacou como a digitalização desempenha um papel central na implementação do Acordo de Facilitação do Comércio (TFA), ajudando os países membros a superar desafios e melhorar a competitividade das MPMEs nos mercados internacionais. 

Na sua vez, Niti Wityatem, Diretora Geral Adjunta do Departamento de Alfândega da Tailândia, compartilhou o progresso de seu país na digitalização nas alfândegas, destacando os desafios que eles enfrentam, como a falta de regulamentação e financiamento nacional, mas também destacando sucessos como a Janela Única da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e a troca de documentos de origem entre dez membros da ASEAN.

Valerie Picard, do TPI, Ele enfatizou a cooperação entre os setores público e privado, ressaltando que a digitalização e a harmonização de dados são essenciais para facilitar o comércio, especialmente para as MPMEs. A ICC também destacou a importância da Iniciativa de Padrões Digitais (DSI) da ICC e a necessidade de atrair mais MPMEs para programas de OEA para que possam se beneficiar de suas vantagens.

Em suma, a sessão da OMA destacou claramente como a digitalização pode ajudar a tornar o comércio mais inclusivo e garantir que seus benefícios cheguem a um número maior de pessoas. (Notícias da OMA)

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