A Receita Federal realizou nesta terça-feira (10.12.2024) em São Paulo um seminário para marcar os 10 anos do Programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA) do Brasil. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
O Programa OEA Brasileiro é uma iniciativa do Ministério da Fazenda que busca dar maior agilidade e previsibilidade aos fluxos de comércio internacional das empresas certificadas. Ao atender aos rigorosos requisitos e critérios do programa, essas empresas são reconhecidas como operadoras de baixo risco, o que otimiza e facilita suas operações de comércio exterior.
O seminário foi aberto pela Subsecretária de Administração Aduaneira, Cláudia Regina Leão do Nascimento Thomaz, e pelo Superintendente Adjunto da 8ª Região Fiscal, André Martins. Rafael Cervone, Primeiro Vice-Presidente da FIESP, também participou.
«Hoje comemoramos uma década de conquistas significativas. O programa AEO, criado pela Organização Mundial das Alfândegas, foi criado para enfrentar um dos maiores desafios do comércio global: equilibrar a velocidade do fluxo de mercadorias com a segurança da cadeia de suprimentos. Desde o seu início em 2014, sabíamos que a missão seria complexa, enfrentando barreiras tecnológicas, processuais e culturais. Foi uma verdadeira transformação que exigiu esforço, visão estratégica e, acima de tudo, colaboração público-privada.", disse Claudia Regina Leão do Nascimento Thomaz. Ele acrescentou que os resultados obtidos ao longo desta década são motivo de grande orgulho para o Brasil. «Hoje, o programa da OEA no Brasil é um modelo reconhecido internacionalmente.".
Atualmente, 875 empresas certificadas participam do Programa OEA no Brasil, contando com procedimentos mais ágeis que lhes permitem reduzir custos e prazos em suas operações de comércio exterior. Essas declarações deram origem a uma análise das conquistas alcançadas na última década.
Conquistas e diálogos estratégicos
Durante o evento, temas estratégicos foram abordados em painéis e palestras. Pontos incluídos:
- Evolução do Programa da OEA: Uma análise das conquistas e do impacto do programa em seus primeiros 10 anos.
- Classificação Fiscal de Mercadorias: Discussão sobre práticas para garantir a conformidade tributária e aduaneira.
- Segurança da Cadeia de Suprimentos: Soluções para reduzir vulnerabilidades e promover a integridade comercial.
- Conformidade Aduaneira: Estratégias para promover a colaboração entre os setores público e privado.
- Gestão Coordenada de Fronteiras: Propostas logísticas diferenciadas para operadores autorizados.
- Inovações Tecnológicas e Inteligência Artificial: Aplicações focadas em gestão de riscos aduaneiros.
- Novo Processo de Importação (DUIMP): Análise das adaptações necessárias para os operadores econômicos.
O seminário também proporcionou uma oportunidade valiosa para participação virtual. Figuras proeminentes como Ian Saunders, Secretário-Geral da OMA, e Lars Karlsson, um dos líderes alfandegários mais conhecidos do mundo. Além disso, contou com a presença de funcionários públicos e especialistas da Receita Federal, bem como de outros órgãos e entidades da administração pública, como a ANVISA. Representantes do Banco Mundial, Procomex e líderes do Setor privado, incluindo representantes da Toyota e da Foxconn, esta última reconhecida como a maior fabricante de produtos eletrônicos do mundo e fornecedora líder de soluções tecnológicas.


Reconhecimento e anúncios importantes
O seminário destacou a liderança do Brasil nessa área, consolidando o Programa OEA brasileiro como modelo na Organização Mundial das Alfândegas (OMA). A nomeação de Cláudia Regina Leão do Nascimento Thomaz como adida diplomática na Argentina, reafirmando o compromisso da Receita Federal com a eficiência e a segurança no comércio exterior.
Neste contexto, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de San Pablo (SINDASP) reiterou seu compromisso de colaborar com a Receita Federal para criar um sistema aduaneiro moderno, fortalecendo a competitividade do Brasil no comércio global.
Com base no exposto, a Receita Federal comemorou uma década de reformas que transformaram a relação entre os setores público e privado, promovendo um modelo baseado na confiança. Esses avanços, refletidos no fortalecimento do Programa OEA, marcaram o início de uma nova era na facilitação do comércio.


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