Um contêiner cheio de perfumes, tênis e cintos falsificados foi interceptado por fiscais do Serviço Nacional de Alfândegas no porto de Iquique. As mercadorias, avaliadas em mais de US$ 1.200 bilhão (US$ 1 milhão), também incluíam alimentos, bebidas e cigarros chineses destinados à Zona de Livre Comércio.
O Diretor Regional da Alfândega de Iquique, Cristian Molina Silva, disse que o contrabando multimilionário inclui perfumes, tênis e cintos que imitam os designs e logotipos de diferentes marcas, como Dior, Nike e Dolce & Gabbana. “Graças ao trabalho de inteligência e análise documental, nossos inspetores selecionaram um contêiner que estava a caminho de Iquique para inspeção. Ao chegar ao porto, ele foi imediatamente separado e submetido a uma busca com uso de tecnologia não invasiva, sendo constatado que ele estava transportando mercadorias não declaradas.”
Com base no exposto e nas competências do Serviço Nacional de Alfândega, os fiscais abriram o contêiner e constataram que o mesmo estava cheio de mercadoria não declarada. e apreendeu um total de 8.640 potes com perfumes que imitam as fragrâncias Polo Blue de Ralph Lauren, Hugo Boss, Gucci Guilty, Light Blue woman de Dolce Gabbana, Acqua de Gio e SI de Giorgio Armani, Jadore e Sauvage de Christian Dior, Invictus de Paco Rabanne, Bleu de Chanel, Black de Lacoste e Bombshell da Victoria Secret.

Os agentes da alfândega também encontraram 4.450 pares de tênis que emulam modelos Nike-Dior e Jordan, 16 mil tiras que imitam designs de marcas como Gucci, Lois Vuitton, Dior e Burberry. Por sua vez, entre a carga estavam 2 mil celulares Modelo Samsung GM-B312V, 50 caixas de cigarros chineses da marca Chungwa, 153 sacos de comida de origem chinesa e 1.304 sucos de origem oriental e sem as respectivas autorizações do Instituto de Saúde Pública.
O contêiner supostamente transportava 34.500 copos de vidro e partiu de Xangai com destino à Zona Franca de Iquique.
Molina Silva explicou que a mercadoria foi apreendida e os donos e destinatários da carga foram autuados por contrabando, além de ter sido registrado um boletim de ocorrência. “É sobre produtos que não foram declarados e também eram falsificados, Ao que se acrescenta que no caso do alimentos e bebidas não tinham aprovação da autoridade sanitária. Estamos diante de um crime tributário que visa sonegar impostos e que também coloca em risco a coletividade, já que perfumes são misturas de solventes de origem desconhecida, assim como alimentos e bebidas", concluiu.
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