Há poucos dias, o governo brasileiro informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma conversa com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, na qual ambos os líderes concordaram em "finalizar o diálogo" para a assinatura do Acordo MERCOSUL-União Europeia (UE) antes do final deste semestre. O Brasil, que assumiu a liderança do bloco no segundo semestre de 2025, lidera esse período de mudanças, em que a agenda de negociações internacionais ganha cada vez mais importância.
No contexto das tensões comerciais geradas pelas tarifas americanas, as negociações com a França fazem parte da estratégia do bloco para fortalecer suas relações externas. Embora não tenham fornecido mais detalhes, destacaram a conclusão do Acordo MERCOSUL-Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e as negociações com novos parceiros, como Japão, Vietnã e Indonésia. A conclusão do acordo MERCOSUL com a UE deverá ser notável por seu impacto no comércio, no investimento e na competitividade regional.
O comunicado acrescenta que tanto Lula como Macron reiteraram a sua defesa do multilateralismo e do livre comércio e sua intenção de "promover maior cooperação entre os países desenvolvidos e o Sul Global".
Ação conjunta
Os dois líderes também discutiram a COP30, que Lula descreveu como "a COP da verdade, onde ficará claro quais países acreditam na ciência". Ele também destacou "a ambição das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) apresentadas pelo Brasil". Macron reiterou "seu apoio à realização da Cúpula em Belém" e confirmou sua presença no evento, ressaltando a importância do encontro para a ação climática global.
Os líderes discutiram a paz na Ucrânia, destacaram "o papel do Brasil no Grupo de Amigos da Paz" e concordaram em fortalecer "a cooperação internacional e bilateral em defesa".
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