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O Brasil adere à Convenção TIR, a prática mais eficiente para garantir e facilitar o transporte rodoviário na América do Sul.

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A Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) anunciou em 5 de fevereiro de 2026 a adesão do Brasil à União Europeia. Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao abrigo de Carnês TIR (Convenção TIR), um tratado multilateral da ONU adotado em novembro de 1975 e em vigor desde 1978, criado para simplificar os procedimentos aduaneiros no transporte internacional de mercadorias por via rodoviária e atualmente também aplicável a operações multimodais.

“Essa adesão representa um passo fundamental rumo à integração aduaneira e comercial regional na América do Sul”, enfatizou a UNECE. A Convenção TIR entrará em vigor para o Brasil em 30 de julho de 2026formalizando sua participação. Dessa forma, O Brasil se junta à Argentina, Chile e Uruguai, tornando-se o 79º país do mundo a aderir a este acordo., o que permite uma redução nos tempos de transporte transfronteiriço de até 92% e nos custos logísticos de até 50%.

Corredor Bi-Oceânico: conectividade e oportunidades econômicas

A UNECE observou que essa adesão ocorre em um momento crucial, visto que Argentina, Brasil, Chile e Paraguai trabalham para melhorar as condições de trânsito eficiente e seguro ao longo do Canal da Mancha. Rota Bioceânica. Entre as características logísticas Entre seus principais destaques, esse corredor rodoviário de 2.396 quilômetros conecta os oceanos Pacífico e Atlântico. Partindo dos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, atravessa o Paraguai e a Argentina até chegar ao porto de Santos, próximo a São Paulo. Santos é o porto mais movimentado da América Latina, responsável por quase 30% do comércio exterior brasileiro, que totaliza US$ 629.000 bilhões.

Países envolvidos na conexão logística direta da Rota Bioceânica, um corredor rodoviário que ligará o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico.

Além do exposto acima, existem os potenciais impactos comerciais na região. A UNECE indicou que essa rota poderia movimentar mais de 8,6 milhões de toneladas de mercadorias anualmente, com um impacto econômico superior a US$ 3.000 bilhões em setores estratégicos como agricultura, celulose e papel, indústria de carne e mineração. A melhoria na conectividade proporcionada pelo corredor deverá reduzir os custos de transporte em 30% a 40% e diminuir os prazos de entrega em até 15 dias.

Essa adição ocorre semanas após a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, reforçando a importância de se contar com corredores logísticos eficientes e seguros. Nesse sentido, Tatiana Molcean, Secretária Executiva da UNECE, afirmou:

“A adesão do Brasil à Convenção TIR trará múltiplos benefícios: além de aprimorar a integração aduaneira e comercial regional, impulsionará o desenvolvimento geral e a competitividade internacional das economias sul-americanas. A TIR é um exemplo claro do valor prático dos tratados multilaterais das Nações Unidas.”

eTIR: Modernização e eficiência aduaneiras

Um detalhe adicional: A Convenção TIR estabelece um sistema global de trânsito aduaneiro eficiente e seguro para o transporte de mercadorias por via rodoviária e multimodal (combinando transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e fluvial na mesma viagem).

Como explica a UNECE, a aplicação de Sistema eletrônico eTIR —que digitaliza o Carnê TIR e permite a gestão eletrônica de todo o processo de trânsito aduaneiro— elimina a necessidade de Carnês TIR físicos, bem como a logística e a documentação associadas, reduzindo ainda mais o tempo de espera nas fronteiras e as emissões de carbono do transporte. Em resumo, trata-se de uma colaboração global para o transporte sustentável.

Nesse contexto, a informatização abrangente dos procedimentos TIR — iniciada em 2015 — fortalece a eficiência, a rastreabilidade e a competitividade do sistema. Para tanto, o eTIR se baseia no Modelo de Dados e nos princípios da Estrutura SAFE da Organização Mundial das Alfândegas, que visam proteger e facilitar o comércio global por meio de padrões internacionais de segurança, gestão de riscos e troca de dados.

Dessa forma, o Brasil está progredindo na implementação de um instrumento multilateral fundamental da ONU: a Convenção sobre Regulamentos Internos e de Implementação (IRR).

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