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Brasil libera 87% das importações em menos de 7 dias, segundo estudo

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Mais de 87% das mercadorias importadas são liberadas em menos de 7 dias, contados a partir da chegada ao Brasil, é resultado da Estudo de tempo de importação, elaborado pela Secretaria da Receita Federal (Receita Federal do Brasil) em colaboração com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e apresentado nesta terça-feira (30.06.2020) por meio da plataforma de YouTube.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa é derivada de medida prevista no Acordo de Facilitação de Comércio (AFC) da Organização Mundial do Comércio (OMC), do qual o Brasil é signatário, e visa proporcionar uma maior transparência para informações relacionadas ao comércio exterior.

Segundo o estudo, 65% do tempo médio total gasto nos processos de autorização da Anvisa não se deve a ações de responsabilidade da agência, mas principalmente ao pagamento e compensação bancária de taxas.

A etapa de desembaraço aduaneiro representa menos de 10% do tempo total estimado, observa o estudo.

As ações sob a responsabilidade de agentes privados, em especial o importador (ou seu despachante aduaneiro), o transportador internacional e o armazenista, representam mais da metade do tempo total gasto em todos os fluxos analisados.

Soluções 

O estudo detalha soluções em desenvolvimento para acelerar importações.

“O novo controle de carga aérea, cuja primeira entrega está prevista para 2020, é baseado em uma gestão intensiva de riscos e prevê uma potencial redução de até 90% dos casos de intervenção estatal no fluxo físico de cargas”, explica.

Há ainda medidas, como a antecipação de informações prestadas pelos importadores, para atuação dos agentes públicos antes mesmo da chegada dos produtos ao país.

Além de uma avaliação geral do estado da facilitação do comércio no Brasil, o relatório também identifica o desempenho setorial e regional.

Os países americanos aplicam políticas de facilitação do comércio. Seu desempenho nas áreas de harmonização de documentos comerciais e automação de processos de fronteira é forte, e o Estudo de Tempo de Importação Brasileiro pode contribuir para alcançar as melhores práticas na região e globalmente.

Com informações da Agência Brasil

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