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BID: a tecnologia que otimizará o comércio regional

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Não há tempo a perder. A tecnologia-chave para a quarta revolução industrial atingiu sua maturidade e está pronta para evoluir e otimizar o comércio na América Latina. Acelerar a adoção do blockchain é uma resposta fundamental para a recuperação da crise em um mundo que exigirá maior segurança e confiança após a pandemia, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Assim, o BID divulgou a análise denominada “Blockchain e comércio internacional” em dezembro de 2020 como corolário de um ano turbulento. Coincide com a implementação de novas ferramentas cada vez mais adotadas pelo setor privado e programadas por políticas governamentais que promovem um maior impacto das plataformas digitais nas técnicas de produção.

O estudo levanta uma Guia para aplicar Blockchain em diferentes estágios  que uma empresa passa ao negociar no exterior e aponta como essa tecnologia permitirá maior eficiência e produtividade nas operações alfandegárias, logística, financiamento comercial e pagamentos internacionais.

"A tecnologia blockchain já está transformando o comércio na América Latina", afirma a publicação. Em seguida, analisa como e explica casos selecionados.

Alfândega

As alfândegas da América Latina adotaram essa ferramenta. De acordo com o relatório, “Peru, México e Costa Rica Eles fizeram progressos particularmente significativos com a aplicação do Blockchain ao sistema aduaneiro por meio de um projeto piloto chamado CADENA, realizado com o BID e a Microsoft, que usa essa tecnologia para melhorar a segurança e a eficiência de seus acordos de reconhecimento mútuo aduaneiro (MRAs). e seus programas de operadores econômicos autorizados (AEO)”. Vale ressaltar que o CADENA foi criado como um projeto piloto, principalmente para permitir que todos os participantes aprendessem como o Blockchain funciona e considerassem sua implementação.

Além disso, o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA EUA (CBP) formou uma equipe em 2017 para investigar o uso potencial de blockchain pela agência. O grupo já identificou 14 usos específicos, que vão desde licenças e autorizações de rastreamento até certificados de origem.

A publicação também menciona que a evolução do Blockchain nas alfândegas permitirá proteger e facilitar as transações comerciais e derrotar fraudes, otimizando as trocas, em um contexto em que as melhorias alcançadas gerarão benefícios econômicos significativos.

Logística

O nível de eficiência logística na América Latina é muito baixo. Segundo o BID, as novas tecnologias podem, portanto, trazer uma mudança altamente significativa nesse cenário.

Para tal, está a ser desenvolvido um teste piloto em México. "O  Porto de Veracruz  está trabalhando com a Administração Geral de Alfândegas do México para adotar Blockchain e contratos inteligentes para transmitir informações e automatizar processos envolvendo participantes da comunidade portuária (como operadores de terminais, transportadoras ferroviárias, provedores de logística), autoridades fiscais e a autoridade portuária)”, analisa a análise explica.

Há também um projeto muito promissor: a plataforma baseada em Blockchain de Maersk, desenvolvido com IBM. Conforme relatado, “A joint venture blockchain entre a empresa de transporte Maersk e a IBM foi lançada em junho de 2016 e teve como alvo áreas como remessas de abacaxi de Colômbia al Porto de Roterdã. Desde então, a rede conectou as transportadoras, portos, alfândegas, bancos e outros participantes da Maersk em cadeias de valor globais para rastrear cargas e substituir papelada redundante e demorada.”

No geral, a automação portuária pode transformar o comércio na região, afirmou o estudo. Portos ao redor do mundo estão se tornando mais inteligentes ao aproveitar a tecnologia da quarta revolução industrial para otimizar suas operações.

Pagamentos

Testes piloto demonstram que esse novo sistema tecnológico pode ajudar a acelerar e reduzir as taxas de pagamento transfronteiriças enfrentadas por exportadores, importadores e PMEs envolvidas no comércio internacional. Por esse motivo, as empresas latino-americanas desenvolveram métodos alternativos para evitar o pagamento de taxas muito altas por essas transações, diz o BID.

O relatório exemplifica, entre alguns casos, com o teste de Bradesco, Santander “O MUFG Group, sediado em Tóquio, e o Bradesco, sediado em São Paulo, concordaram em criar, em colaboração, um serviço de pagamento internacional baseado na tecnologia de razão distribuída da Ripple.” Ele acrescenta que “o Santander no Brasil lançou um serviço chamado OnePay FX para fazer pagamentos entre empresas (B2B) internacionais usando Blockchain”.

A proposta de valor desse sistema tecnológico é, portanto, reduzir custos e liquidar pagamentos mais rapidamente no comércio, inclusive para operações na América Latina.

Financiamento

Blockchain pode otimizar o financiamento do comércio internacional. Vários bancos estão tentando resolver o problema dos altos custos associados ao processamento de uma carta de crédito.

Segundo o relatório, “a tecnologia Blockchain já foi testada na América Latina e no Caribe: em 2017, a empresa Mostrar, sediada em Barcelona, ​​comprou mais de 25 toneladas de atum congelado da  Pinsa Congelado, originalmente de Mazatlán, México, com a ajuda de uma carta de crédito de 35 dias. Os casos de uso sugerem que o blockchain reduz o tempo que leva para emitir uma carta de crédito para aprovar uma transação de sete a dez dias para apenas quatro horas. transação ".

Teste piloto do uso da tecnologia Blockchain é uma promessa sem precedentes na América Latina, destaca a análise. Essas descobertas demonstram que esse sistema pode ajudar a agilizar as operações e remessas alfandegárias, bem como proteger transações comerciais, combater fraudes e lavagem de dinheiro e reduzir os custos causados ​​por intermediários.

“O Blockchain está aproximando a América Latina do Santo Graal do comércio global: a integração e automação das cadeias de valor financeiras, logísticas e de informação que dão suporte às transações comerciais”, observa o documento.

Recomendações

Essa tecnologia é relativamente nova, por isso o BID recomenda acelerar sua adoção pelos governos latino-americanos e expandir seus benefícios por meio do seguinte: medidas específicas:

  • Habilitar casos de uso e experimentação relacionadas ao Blockchain por meio de laboratórios e ambientes de teste.
  • Pensando sobre sistemas e padrões interoperabilidade de Blockchain.
  • Medindo a adoção e impacto do Blockchain no comércio da região e nas PMEs em particular.

“A situação é urgente. É urgente acelerar a incorporação desse tipo de inovação que permitirá que mais e melhores bens e serviços da América Latina e do Caribe cheguem aos mercados mundiais, oferecendo qualidade, saúde e segurança. no novo normal que nos espera no dia seguinte à pandemia”, conclui o documento.

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