A Argentina registrou em setembro um Superávit comercial de US$ 921 bilhões, um número positivo, mas inferior em US$ 61 milhões em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) divulgado nesta segunda-feira (20/10/2025). O resultado também implicou uma queda de 36% em relação ao superávit de agosto, que havia atingido US$ 1,44 bilhão. Apesar da queda na comparação anual, o país conseguiu encadear 22 meses consecutivos com saldo positivo na balança comercial.
exportações
Em setembro, as exportações totalizaram USD 8.128 milhões, o que representa um aumento anual de 16,9%, impulsionado principalmente por um aumento de 16,5% nas quantidades exportadas e um ligeiro aumento de 0,3% nos preços.
Por títulosO crescimento foi impulsionado principalmente por produtos primários (alta de 43% em valor e +46,3% em quantidade) e combustíveis e energia (alta de 25% em valor e +31,4% em quantidade). Produtos industriais (alta de 3,5% em valor e -5,2% em quantidade) apresentaram leve aumento devido à melhora dos preços, embora com queda no volume.
Por Destino Com base no exposto, a China consolidou sua posição como principal compradora de produtos argentinos, com um crescimento anual de 201,7%, impulsionado principalmente por produtos primários. O Brasil permaneceu como o segundo maior parceiro comercial (14,4% do total exportado), embora as vendas tenham diminuído US$ 146 milhões em relação a setembro de 2024, devido à redução nos embarques de manufaturados industriais (MI). Os Estados Unidos responderam por 8,8% das exportações, com um aumento de 44,5% impulsionado por combustíveis e energia, enquanto a Índia se destacou como o quarto destino, com um crescimento de 87,5%, principalmente devido aos maiores embarques de manufaturados agrícolas (MA), especialmente óleo de soja bruto.
Enquanto isso, as exportações se contraíram para o MERCOSUL (-2,7%) e Chile (-23,4%).
importações
Importações alcançadas USD 7.207 milhões, um aumento homólogo de 20,7%, explicado por um aumento de 21,3% nas quantidades e uma ligeira diminuição de 0,3% nos preços, num contexto de maior abertura comercial e redução de direitos de importação.
Por uso econômicoOs bens de capital (alta de 47,7%) e os bens de consumo (alta de 45,7%) se destacaram, juntamente com uma forte recuperação nos veículos automotores (alta de 68,6% em valor e alta de 81% em quantidade), refletindo a recuperação do mercado interno e da indústria. Os bens intermediários apresentaram leve crescimento (alta de 1,6%), enquanto as peças e acessórios para bens de capital recuaram, e as compras de combustíveis e lubrificantes aumentaram (alta de 3,9% em valor e alta de 64,4% em quantidade) devido à queda dos preços internacionais e à maior demanda por energia.
Quanto ao principais parceiros comerciais, as importações aumentaram da China (31,3%), Brasil (17,6%), MERCOSUL (12,5%), UE (24,0%) e USMCA (15,5%), com um aumento de US$ 193 milhões associado principalmente a bens de consumo e de capital.

Balança comercial até setembro de 2025
Nos primeiros nove meses do ano, a Argentina acumulou uma Superávit comercial de US$ 6.030 bilhões, com exportações de US$ 63.533 bilhões e importações de US$ 57.503 bilhões. Em 2024, o país registrou um superávit de US$ 18.928 bilhões, após um saldo negativo de US$ 6.925 bilhões em 2023.
Em resumo, setembro confirmou que a Argentina mantém um superávit, impulsionado por produtos primários, combustíveis e bens de capital, enquanto as importações cresceram de forma constante, especialmente em consumo e veículos. Assim, a balança comercial permanece estável, embora com sinais de abrandamento das exportações e maior pressão das compras externas, num contexto de preços internacionais favoráveis.
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