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Argentina entrega Presidência Pro Tempore do Mercosul ao Brasil

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Na terça-feira (04.07.2023/2023/XNUMX), o presidente argentino Alberto Fernández entregou a Presidência Pro Tempore (PPT) do MERCOSUL ao seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que ocupará o cargo pelos próximos seis meses de XNUMX.

A cidade de Puerto Iguazú, Província de Misiones, sediou a LXII Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, de forma presencial a partir de 2019.

Neste contexto, Fernández disse que “é uma honra entregar a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL a um amigo, Luiz Inácio Lula da Silva”. Ele disse: “Sei que você liderará com convicção e clareza. Seus desafios são nossos desafios. Suas decisões são nossas decisões. E eu vou acompanhá-lo neste próximo semestre."

Por sua vez, Lula da Silva ressaltou que o Mercosul tem "compromissos inadiáveis". Ele acrescentou: "Precisamos concluir o acordo MERCOSUL-União Europeia".

Nesse sentido, anunciou que na quarta-feira (amanhã) tem agendada uma conversa telefônica com o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que acaba de assumir a presidência do bloco europeu, para discutir o diálogo.

Além disso, Lula disse que enviarão o mais breve possível a resposta do MERCOSUL à nova carta de compromissos ambientais anexada pelo bloco comunitário ao acordo firmado em 2019 com a intenção de fechar "um acordo definitivo neste semestre".

O Brasil exercerá até dezembro a presidência rotativa do grupo, que foi ocupada pela Argentina nos primeiros seis meses do ano, com a missão de desbloquear as negociações comerciais com a União Europeia.

O Mercosul e a União Europeia chegaram a um acordo geral em 2019 após duas décadas de negociações, mas o processo de ratificação foi interrompido diante de novas demandas de ambos os blocos.

As negociações com a União Europeia foram o tema central desta cimeira dos líderes dos quatro membros plenos do bloco: Alberto Fernández (Argentina), Lula da Silva (Brasil), Mario Abdo Benítez (Paraguai) e Luis Lacalle Pou (Uruguai).

Agenda externa ambiciosa

O presidente do Brasil delineou uma ambiciosa agenda de política externa. Neste sentido, afirmou que pretende rever e fazer avançar os acordos que estão a ser negociados com Canadá, Coreia do Sul e Singapura e “explorar novas frentes de negociação” com parceiros como China, Indonésia, Vietnã e países da América Central e do Caribe.

Para ele, combater o recrudescimento do protecionismo no mundo implica também resgatar o protagonismo do MERCOSUL na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ele disse que também há espaço para expandir e melhorar os acordos comerciais com Chile, Colômbia, Equador e Peru. Da mesma forma, o Brasil trabalhará pela aprovação de Bolívia como membro pleno do MERCOSUL.

Fundado em 1991, o Mercado Comum do Sul reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Juntos, esses países respondem por 67% do território da América do Sul, o equivalente a 11,9 milhões de quilômetros quadrados. Os 270 milhões de habitantes dos países do bloco representam 62% da população da América do Sul. Os países do MERCOSUL foram responsáveis ​​por 67% do Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços da América do Sul em 2021. (Abertura da LXII Cimeira)

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