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Argentina alcança superávit comercial de US$ 1.234 bilhão em novembro de 2024

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Em novembro de 2024, a Argentina registrou um superávit comercial de US$ 1.234 bilhão, revertendo o déficit de US$ 559 milhões no mesmo mês de 2023, informou o INDEC em 18 de dezembro.

Os exportações totalizado USD 6.479 milhões, o que representou um crescimento anual de 31,6%. Esse aumento deveu-se principalmente ao aumento de 35,5% nas quantidades exportadas, o que compensou a queda de 2,8% nos preços.

Os valores das exportações aumentaram em todas as áreas, exceto combustíveis e energia, que registraram queda de 10,2%. Dentre esses segmentos, destaca-se o aumento das exportações de produtos primários (69,3%) e de manufaturas agrícolas (63,9%), embora os preços tenham caído 5,3%.

Em nível de produto, houve maiores vendas de óleo de soja bruto, farinha e pellets da extração de óleo de soja, milho em grão, exceto para semeadura, óleo de girassol, ouro, entre outros aumentos, informou o Indec.

Em termos de destinos, observou-se um aumento significativo nas vendas para Mercosul (30,2%), USMCA (48,8%), União Europeia (59,1%), ASEAN (70,8%), Índia (142,1%), Oriente Médio (19,4%). ) e China (4,6%). Em contraste, as exportações para o Chile diminuíram 22,0%.

Por outro lado, o importações totalizaram US$ 5.245 bilhões, o que representou uma redução de 4,3% em relação ao ano anterior. Essa queda foi explicada pelas reduções nas quantidades importadas (-0,2%) e nos preços (-3,9%). Em termos de usos econômicos, os valores importados caíram em quase todos os setores, exceto no de veículos automotores, cujo valor aumentou 393,5%, impulsionado tanto pelo aumento dos preços (11,7%) quanto pelo forte aumento das quantidades importadas (329,7%). As contrações mais significativas nos valores das importações ocorreram em combustíveis e lubrificantes (-60,6%) e bens intermediários (-10,8%).

Em termos de produtos, diminuíram as compras de diesel, gasolina exceto gasolina de aviação, peças para motores e geradores elétricos, soja e ureia com teor de nitrogênio, entre outros produtos.

Em termos de origem, as maiores importações vieram do Mercosul (23,1%), Chile (34,8%), Índia (27,2%) e ASEAN (25,9%). Por outro lado, houve quedas nas importações do USMCA (-39,1%), da União Europeia (-16,9%) e da China (-6,3%).

Onze meses positivos para 2024

Entre janeiro e novembro de 2024, a Argentina acumulou um superávit comercial de USD 17.198 milhões, impulsionado por exportações de US$ 72.642 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 55.444 milhões. Este resultado contrasta com o déficit comercial de US$ 6.925 bilhões registrado em 2023, o que evidencia a sólida recuperação do comércio exterior argentino ao longo de 2024, segundo dados fornecidos pelo INDEC. (Intercâmbio comercial argentino. Números estimados para novembro de 2024)

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